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        <title>Alagablogue</title>
        <link>http://blogue.alagamares.net</link>
        <description>myBloggie - Open Source Weblog</description>
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            <title>Figuras esquecidas de Colares:Contador de Argote</title>
            <link>http://blogue.alagamares.net/index.php?mode=viewid&amp;post_id=996</link>
            <pubDate>Sat, 11 Sep 2010 19:13:49 GMT</pubDate>
            <category>Geral</category>
            <guid>http://blogue.alagamares.net/index.php?mode=viewid&amp;post_id=996</guid>
            <description>D. Jerónimo Contador de Argote nasceu em Colares no ano de 1676 e faleceu em Lisboa, no Convento dos Caetanos, em 1749. Fez os primeiros estudos no Porto e, aos onze anos, entrou no Convento de Nossa Senhora da Providência, aplicando-se aos estudos escolásticos e, posteriormente, ao ensino da Filosofia. Aprofundou o estudo da Língua Latina no colégio jesuíta de São Francisco Xavier, em Lisboa. Teve entretanto alguns problemas de saúde que o obrigaram a interromper os estudos, fixando-se no Minho até 1715. Voltou a Lisboa já recuperado, onde foi aluno da Academia Portuguesa, especializando-se em História Sagrada e Profana. Escreveu, entre outras, a obra &lt;b&gt;Memórias Históricas do Arcebispado de Braga&lt;/b&gt;, divida em quatro volumes e dedicada ao rei D. João V.</description>
            <content:encoded><![CDATA[D. Jerónimo Contador de Argote nasceu em Colares no ano de 1676 e faleceu em Lisboa, no Convento dos Caetanos, em 1749. Fez os primeiros estudos no Porto e, aos onze anos, entrou no Convento de Nossa Senhora da Providência, aplicando-se aos estudos escolásticos e, posteriormente, ao ensino da Filosofia. Aprofundou o estudo da Língua Latina no colégio jesuíta de São Francisco Xavier, em Lisboa. Teve entretanto alguns problemas de saúde que o obrigaram a interromper os estudos, fixando-se no Minho até 1715. Voltou a Lisboa já recuperado, onde foi aluno da Academia Portuguesa, especializando-se em História Sagrada e Profana. Escreveu, entre outras, a obra <b>Memórias Históricas do Arcebispado de Braga</b>, divida em quatro volumes e dedicada ao rei D. João V.]]></content:encoded>
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            <title>Perservar os morcegos de Sintra</title>
            <link>http://blogue.alagamares.net/index.php?mode=viewid&amp;post_id=995</link>
            <pubDate>Tue, 03 Aug 2010 18:37:10 GMT</pubDate>
            <category>Geral</category>
            <guid>http://blogue.alagamares.net/index.php?mode=viewid&amp;post_id=995</guid>
            <description>Neste Ano internacional da Biodiversidade,uma colónia de morcegos-de-ferradura-mediterrânica, que estava desaparecida há mais de 15 anos, foi finalmente descoberta numa mina de água, na Serra de Sintra.
Esta colónia de morcegos , que havia desaparecido há mais de 15 anos da Gruta da Assafora e, desde então, que se lhe perdeu  o rasto, mas agora foi possível encontrar a maior concentração do país desta espécie de morcegos
 Trata-se  de mais uma colónia de importância nacional, já que representa perto de um quarto da população de morcegos-de-ferradura-mediterrânica, da qual se conhecem menos de mil indivíduos em todo o nosso território.
A colónia foi encontrada numa mina de água na Serra de Sintra, propriedade da Quinta da Regaleira, onde já existem dois morcegários, estruturas construídas com a finalidade de albergar e monitorizar os morcegos.</description>
            <content:encoded><![CDATA[Neste Ano internacional da Biodiversidade,uma colónia de morcegos-de-ferradura-mediterrânica, que estava desaparecida há mais de 15 anos, foi finalmente descoberta numa mina de água, na Serra de Sintra.
Esta colónia de morcegos , que havia desaparecido há mais de 15 anos da Gruta da Assafora e, desde então, que se lhe perdeu  o rasto, mas agora foi possível encontrar a maior concentração do país desta espécie de morcegos
 Trata-se  de mais uma colónia de importância nacional, já que representa perto de um quarto da população de morcegos-de-ferradura-mediterrânica, da qual se conhecem menos de mil indivíduos em todo o nosso território.
A colónia foi encontrada numa mina de água na Serra de Sintra, propriedade da Quinta da Regaleira, onde já existem dois morcegários, estruturas construídas com a finalidade de albergar e monitorizar os morcegos.]]></content:encoded>
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            <title>Bonecos de Bolso</title>
            <link>http://blogue.alagamares.net/index.php?mode=viewid&amp;post_id=994</link>
            <pubDate>Fri, 23 Jul 2010 13:03:20 GMT</pubDate>
            <category>Geral</category>
            <guid>http://blogue.alagamares.net/index.php?mode=viewid&amp;post_id=994</guid>
            <description>Através da Alagamares e por
convite do Café Saudade, os Bonecos de Bolso vão estar no mesmo,em Sintra, a partir das 18:30h de hoje,23
Esperamos a vossa visita.Mais informação em http://bonecosdebolso1.blogspot.com
&lt;div&gt;&lt;img src=&quot;files//TRELÓGIO2.JPG&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/div&gt;</description>
            <content:encoded><![CDATA[Através da Alagamares e por
convite do Café Saudade, os Bonecos de Bolso vão estar no mesmo,em Sintra, a partir das 18:30h de hoje,23
Esperamos a vossa visita.Mais informação em http://bonecosdebolso1.blogspot.com
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            <title>Evocando o Padre Alberto Neto</title>
            <link>http://blogue.alagamares.net/index.php?mode=viewid&amp;post_id=993</link>
            <pubDate>Fri, 16 Jul 2010 15:45:20 GMT</pubDate>
            <category>Geral</category>
            <guid>http://blogue.alagamares.net/index.php?mode=viewid&amp;post_id=993</guid>
            <description>. As maiores preocupações que sinto, por vezes até à angústia, é sentir que os não posso, como desejaria, ajudar a perspectivar o futuro.
Deixá-los na inconsciência da instabilidade futura, onde é que leva? Angustiá-los prematuramente, o que é que ajuda?
A minha maior preocupação é lutar por uma Escola que não atire camadas sucessivas de jovens para o beco sem saída de não saberem o que fazer com o que aprenderam na escola. É lutar por um tipo de ensino que não forme milhares de desempregados por ano com o certificado do 9º ano debaixo do braço, nem atire com mais uns milhares para o 12º ano à procura de um buraco de entrada numa Universidade à cunha.
A minha maior preocupação é pugnar por uma Escola que forme para a vida, que dê saídas reais aos jovens e os não entretenha 15 ou 20 anos, para sossego dos pais e tranquilidade dos governantes. Sim, porque estamos a chegar ao momento em que manter o menino na escola é melhor que deixá-lo com os perigos da rua. Mas, assim, onde vamos nós? O que queremos?&quot;
Padre Alberto NETO</description>
            <content:encoded><![CDATA[. As maiores preocupações que sinto, por vezes até à angústia, é sentir que os não posso, como desejaria, ajudar a perspectivar o futuro.
Deixá-los na inconsciência da instabilidade futura, onde é que leva? Angustiá-los prematuramente, o que é que ajuda?
A minha maior preocupação é lutar por uma Escola que não atire camadas sucessivas de jovens para o beco sem saída de não saberem o que fazer com o que aprenderam na escola. É lutar por um tipo de ensino que não forme milhares de desempregados por ano com o certificado do 9º ano debaixo do braço, nem atire com mais uns milhares para o 12º ano à procura de um buraco de entrada numa Universidade à cunha.
A minha maior preocupação é pugnar por uma Escola que forme para a vida, que dê saídas reais aos jovens e os não entretenha 15 ou 20 anos, para sossego dos pais e tranquilidade dos governantes. Sim, porque estamos a chegar ao momento em que manter o menino na escola é melhor que deixá-lo com os perigos da rua. Mas, assim, onde vamos nós? O que queremos?"
Padre Alberto NETO]]></content:encoded>
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            <title>Portugal-Espanha de outros tempos</title>
            <link>http://blogue.alagamares.net/index.php?mode=viewid&amp;post_id=992</link>
            <pubDate>Mon, 28 Jun 2010 22:26:51 GMT</pubDate>
            <category>Geral</category>
            <guid>http://blogue.alagamares.net/index.php?mode=viewid&amp;post_id=992</guid>
            <description>Agora que muito se fala da selecção, algumas notas históricas, para referir que foi precisamente um Portugal-Espanha o nosso primeiro jogo com a “equipa de todos nós”, nome que lhe deu o jornalista Ricardo Ornelas.
A 18 de Dezembro de 1921, em Madrid,Portugal, sob a direcção de Augusto Szabbo e Salazar Correia disputou o seu primeiro jogo enquanto selecção,perdendo por 3-1, num pelado sem relva e onde não houve lugar a treino de adaptação.
Equipa:Carlos Guimarães; António Pinho, e Jorge Vieira; João Francisco, Vítor Gonçalves(pai do general Vasco Gonçalves), e Cândido de Oliveira (cap.); J. Maria Gralha, António Augusto Lopes, Ribeiro dos Reis, Artur Augusto, e Alberto Augusto(&quot;Batatinha&quot;, que marcou de penalty o único e primeiro golo de sempre de Portugal contra a Espanha)
Cândido de Oliveira foi o primeiro capitão da selecção nacional na sua única internacionalização. Representava na altura o Casa Pia, mas também jogou no Benfica. Mais tarde, foi seleccionador e treinador da selecção portuguesa nas Olimpíadas de Amsterdão e treinador da Académica de Coimbra, Belenenses, Sporting e FC Porto, como também do Vasco da Gama do Rio de Janeiro, E  com Ribeiro dos Reis fundou o jornal 'A Bola' em 1945, depois de ter sido deportado para o Tarrafal.
Ribeiro do Reis era na altura jogador do Benfica, clube que viria a treinar e onde foi também presidente da assembleia geral. foi seleccionador nacional de futebol, fundou, com Candido dos Reis, 'A Bola', e foi dirigente da FIFA para o Sector da Arbitragem e das Leis do Jogo.

Em 1922 realizou-se o segundo encontro, em Lisboa,no Estádio do Lumiar, com a assistência de 16.000 espectadores e a presença do presidente António José de Almeida, tendo perdido por 2-1.
A nossa pior exibição face a Espanha ,foi na fase de apuramento para o Mundial de 1934, quando perdemos por 9-0, o que originou uma canção de Beatriz Costa,”Se Portugal trabalha, como eu quero, agora é que não falha, nove a zero”.
Em 1947, finalmente a primeira vitória.A 26 de Janeiro, no Estádio Nacional,com o seleccionador Tavares da Silva e numa equipa onde pontificavam nomes como Jesus Correia,Peyroteo,Travassos e Francisco Ferreira, vencemos por 4-1(2 golos de Travassos e 2 de Araújo).Estava quebrado o enguiço.
&lt;i&gt;&lt;div&gt;&lt;img src=&quot;files//1seleccao.jpg&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/div&gt;
A selecção de Portugal contra Espanha em 1921&lt;/i&gt;</description>
            <content:encoded><![CDATA[Agora que muito se fala da selecção, algumas notas históricas, para referir que foi precisamente um Portugal-Espanha o nosso primeiro jogo com a “equipa de todos nós”, nome que lhe deu o jornalista Ricardo Ornelas.
A 18 de Dezembro de 1921, em Madrid,Portugal, sob a direcção de Augusto Szabbo e Salazar Correia disputou o seu primeiro jogo enquanto selecção,perdendo por 3-1, num pelado sem relva e onde não houve lugar a treino de adaptação.
Equipa:Carlos Guimarães; António Pinho, e Jorge Vieira; João Francisco, Vítor Gonçalves(pai do general Vasco Gonçalves), e Cândido de Oliveira (cap.); J. Maria Gralha, António Augusto Lopes, Ribeiro dos Reis, Artur Augusto, e Alberto Augusto("Batatinha", que marcou de penalty o único e primeiro golo de sempre de Portugal contra a Espanha)
Cândido de Oliveira foi o primeiro capitão da selecção nacional na sua única internacionalização. Representava na altura o Casa Pia, mas também jogou no Benfica. Mais tarde, foi seleccionador e treinador da selecção portuguesa nas Olimpíadas de Amsterdão e treinador da Académica de Coimbra, Belenenses, Sporting e FC Porto, como também do Vasco da Gama do Rio de Janeiro, E  com Ribeiro dos Reis fundou o jornal 'A Bola' em 1945, depois de ter sido deportado para o Tarrafal.
Ribeiro do Reis era na altura jogador do Benfica, clube que viria a treinar e onde foi também presidente da assembleia geral. foi seleccionador nacional de futebol, fundou, com Candido dos Reis, 'A Bola', e foi dirigente da FIFA para o Sector da Arbitragem e das Leis do Jogo.

Em 1922 realizou-se o segundo encontro, em Lisboa,no Estádio do Lumiar, com a assistência de 16.000 espectadores e a presença do presidente António José de Almeida, tendo perdido por 2-1.
A nossa pior exibição face a Espanha ,foi na fase de apuramento para o Mundial de 1934, quando perdemos por 9-0, o que originou uma canção de Beatriz Costa,”Se Portugal trabalha, como eu quero, agora é que não falha, nove a zero”.
Em 1947, finalmente a primeira vitória.A 26 de Janeiro, no Estádio Nacional,com o seleccionador Tavares da Silva e numa equipa onde pontificavam nomes como Jesus Correia,Peyroteo,Travassos e Francisco Ferreira, vencemos por 4-1(2 golos de Travassos e 2 de Araújo).Estava quebrado o enguiço.
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A selecção de Portugal contra Espanha em 1921</i>]]></content:encoded>
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            <title>Saramago: a viagem do elefante</title>
            <link>http://blogue.alagamares.net/index.php?mode=viewid&amp;post_id=991</link>
            <pubDate>Fri, 18 Jun 2010 12:53:17 GMT</pubDate>
            <category>Geral</category>
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            <description>Morreu José Saramago.O velho elefante vai agora verificar se Deus existe mesmo, numa jangada de pedra onde este Caim da literatura levantado do chão nas intermitências da morte não voltará a ensaios sobre a cegueira.Não foi unânime? Ainda bem.Vai começar a fase das estátuas e nomes de rua</description>
            <content:encoded><![CDATA[Morreu José Saramago.O velho elefante vai agora verificar se Deus existe mesmo, numa jangada de pedra onde este Caim da literatura levantado do chão nas intermitências da morte não voltará a ensaios sobre a cegueira.Não foi unânime? Ainda bem.Vai começar a fase das estátuas e nomes de rua]]></content:encoded>
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            <title>As obras em Monserrate</title>
            <link>http://blogue.alagamares.net/index.php?mode=viewid&amp;post_id=990</link>
            <pubDate>Fri, 18 Jun 2010 08:47:43 GMT</pubDate>
            <category>Geral</category>
            <guid>http://blogue.alagamares.net/index.php?mode=viewid&amp;post_id=990</guid>
            <description>Decorreu em Monserrate a apresentação do trabalho executado desde que, com o apoio do fundo norueguês EEGRANTS se começou a trabalhar no restauro daquele exemplar único na área do Património Mundial em Sintra.
E foi agradável o que já se pode observar: os jardins recuperados, redes de água e de prevenção de incêndios,a biblioteca cozinha e copa em estado bastante avançado de restauro,uma sala para conferências nos antigos aposentos de Cook, local onde decorreu aliás a apresentação pública.No total 1.100.000 euros em obras, dos quais 650.000 do EEGRANTS e 450.000 da Parques de Sintra.
Não está tudo feito, mas no entanto a obra é visível, dir-se-á que falta completar 2 ou 3 alas e decorar os interiores, visto que o recheio foi leiloado pelos viscondes nos anos 30, quando da venda ao Estado Português.A abrilhantar a cerimónia e visita que se seguiu, e onde marcaram presença as ministras do Ambiente e da Cultura e a embaixadora da Noruega, entre outras personalidades, tempo ainda para um momento musical  com Francisco Sassetti ao piano e a voz de Natasa Sibalic,tendo sido utilizado um piano usado por Viana da Mota, e cedido por Emma Gilbert, incansável voz na defesa de Monserrate e que ontem terá tido um grato momento no assinalar desta etapa, ainda não final, mas estimulante.</description>
            <content:encoded><![CDATA[Decorreu em Monserrate a apresentação do trabalho executado desde que, com o apoio do fundo norueguês EEGRANTS se começou a trabalhar no restauro daquele exemplar único na área do Património Mundial em Sintra.
E foi agradável o que já se pode observar: os jardins recuperados, redes de água e de prevenção de incêndios,a biblioteca cozinha e copa em estado bastante avançado de restauro,uma sala para conferências nos antigos aposentos de Cook, local onde decorreu aliás a apresentação pública.No total 1.100.000 euros em obras, dos quais 650.000 do EEGRANTS e 450.000 da Parques de Sintra.
Não está tudo feito, mas no entanto a obra é visível, dir-se-á que falta completar 2 ou 3 alas e decorar os interiores, visto que o recheio foi leiloado pelos viscondes nos anos 30, quando da venda ao Estado Português.A abrilhantar a cerimónia e visita que se seguiu, e onde marcaram presença as ministras do Ambiente e da Cultura e a embaixadora da Noruega, entre outras personalidades, tempo ainda para um momento musical  com Francisco Sassetti ao piano e a voz de Natasa Sibalic,tendo sido utilizado um piano usado por Viana da Mota, e cedido por Emma Gilbert, incansável voz na defesa de Monserrate e que ontem terá tido um grato momento no assinalar desta etapa, ainda não final, mas estimulante.]]></content:encoded>
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            <title>Louise Bourgeois</title>
            <link>http://blogue.alagamares.net/index.php?mode=viewid&amp;post_id=988</link>
            <pubDate>Tue, 01 Jun 2010 13:42:51 GMT</pubDate>
            <category>Geral</category>
            <guid>http://blogue.alagamares.net/index.php?mode=viewid&amp;post_id=988</guid>
            <description>Morreu Louise Bourgeois,que desenvolveu uma lógica das pulsões,e deixou uma obra mais ligada aos  grandes temas do conhecimento ou da literatura e não aos sistemas da arte. No confronto permanente entre pulsões de morte, angústia, medo e as pulsões da vida, a obra de Louise Bourgeois é uma dolorosa  afirmação da existência iluminada pela libido.Transformar materiais em arte é uma conversão física,caminhando  pela materialização  de imensidões. São assim o corpo, a casa, a cidade e o desejo. A sua obra  não se satisfaz com o mundo das ideias e conjecturas. Deseja ter um corpo. A imensa Aranha com que vai ficar registada a sua Memória  é trabalho, doação, proteção e previdência. É da potência da teia oferecer-nos acolhida ou enredar-nos como uma presa.
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            <content:encoded><![CDATA[Morreu Louise Bourgeois,que desenvolveu uma lógica das pulsões,e deixou uma obra mais ligada aos  grandes temas do conhecimento ou da literatura e não aos sistemas da arte. No confronto permanente entre pulsões de morte, angústia, medo e as pulsões da vida, a obra de Louise Bourgeois é uma dolorosa  afirmação da existência iluminada pela libido.Transformar materiais em arte é uma conversão física,caminhando  pela materialização  de imensidões. São assim o corpo, a casa, a cidade e o desejo. A sua obra  não se satisfaz com o mundo das ideias e conjecturas. Deseja ter um corpo. A imensa Aranha com que vai ficar registada a sua Memória  é trabalho, doação, proteção e previdência. É da potência da teia oferecer-nos acolhida ou enredar-nos como uma presa.
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                <item>
            <title>Recordando o Larmanjat de Sintra</title>
            <link>http://blogue.alagamares.net/index.php?mode=viewid&amp;post_id=987</link>
            <pubDate>Thu, 27 May 2010 19:15:10 GMT</pubDate>
            <category>Geral</category>
            <guid>http://blogue.alagamares.net/index.php?mode=viewid&amp;post_id=987</guid>
            <description>O Larmanjat ,monocarril que levou o nome do seu inventor,o engenheiro francês J.Larmanjat,teve o seu percurso inaugural entre Raincy e Monfermeil,em França,em 1868,e assentava numa via constituída por um carril apenas, ladeado por duas passadeiras de madeira distanciadas de 20 centímetros do carril central. Para tornar o conjunto estável, tanto o carril como as passadeiras, estavam pregados a travessas, por meio de cavilhas de ferro.As locomotivas bem como as carruagens e os vagões estavam munidos de rodas centrais e laterais, rodando umas sobre o carril e outras sobre as passadeiras.
O Marechal Duque de Saldanha assistiu à primeira demonstração do Larmanjat em França, e como em Portugal se vivia numa febre de progresso,viu nesse comboio a possibilidade de desenvolver a viação acelerada no país.Daí que no ano de 1869 tenham sido concedidas licenças para estabelecer um caminho de ferro sistema Larmanjat nos percursos:Carregado - Alenquer,Cascais - Pêro Pinheiro,e Lisboa - Leiria.
Em 1870, no dia 31 de Janeiro, realizaram-se entre Lisboa e Lumiar as primeiras experiências oficiais.E a 11 de Julho de 1871, obteve-se a licença para estabelecer um caminho de ferro Larmanjat entre Lisboa e Sintra com uma extensão de 26 quilómetros.
A estação de origem ficava no local onde estão as Portas do Rego em São Sebastião da Pedreira,sendo a viagem inaugural da linha de Sintra na manhã do dia 2 de Julho de 1873, pelas nove horas. Nas quatro carruagens rebocadas pela locomotiva Lumiar viajaram, entre outros convidados, o Director Geral das Obras públicas e os construtores ingleses William Major e Trevithick,que realizaram o percurso em 1 hora e 55 minutos,tendo a viagem 3 paragens, duas delas para se abastecer de água ( de lembrar que a locomotiva era a vapor). A abertura ao público foi feita 3 dias depois,tendo a linha de Sintra como estações: Sete Rios, Benfica, Porcalhota (Amadora), Ponte de Carenque, Queluz, Cacém, Rio de Mouro, Ranholas e Sintra,com carruagens de 1ª e 3ª classe a preços de 550 e 400 reis respectivamente.
Mais tarde,em 1887, veio o bicarril de Stephenson que bateu o monocarril,e acabou a experiência do Larmanjat.Teve contudo um efeito:com a edificação de casas destinadas aos engenheiros durante a sua construção,e a movimentação gerada com as obras,permitiu a expansão da Vila para a zona hoje conhecida como a Correnteza e a Estefânea,e Sintra saía aos poucos do velho burgo e para lá da Vila Velha.O comboio,esse, veio para ficar, em 1888.
&lt;div&gt;&lt;img src=&quot;files/larmanjat2a.jpg&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/div&gt;</description>
            <content:encoded><![CDATA[O Larmanjat ,monocarril que levou o nome do seu inventor,o engenheiro francês J.Larmanjat,teve o seu percurso inaugural entre Raincy e Monfermeil,em França,em 1868,e assentava numa via constituída por um carril apenas, ladeado por duas passadeiras de madeira distanciadas de 20 centímetros do carril central. Para tornar o conjunto estável, tanto o carril como as passadeiras, estavam pregados a travessas, por meio de cavilhas de ferro.As locomotivas bem como as carruagens e os vagões estavam munidos de rodas centrais e laterais, rodando umas sobre o carril e outras sobre as passadeiras.
O Marechal Duque de Saldanha assistiu à primeira demonstração do Larmanjat em França, e como em Portugal se vivia numa febre de progresso,viu nesse comboio a possibilidade de desenvolver a viação acelerada no país.Daí que no ano de 1869 tenham sido concedidas licenças para estabelecer um caminho de ferro sistema Larmanjat nos percursos:Carregado - Alenquer,Cascais - Pêro Pinheiro,e Lisboa - Leiria.
Em 1870, no dia 31 de Janeiro, realizaram-se entre Lisboa e Lumiar as primeiras experiências oficiais.E a 11 de Julho de 1871, obteve-se a licença para estabelecer um caminho de ferro Larmanjat entre Lisboa e Sintra com uma extensão de 26 quilómetros.
A estação de origem ficava no local onde estão as Portas do Rego em São Sebastião da Pedreira,sendo a viagem inaugural da linha de Sintra na manhã do dia 2 de Julho de 1873, pelas nove horas. Nas quatro carruagens rebocadas pela locomotiva Lumiar viajaram, entre outros convidados, o Director Geral das Obras públicas e os construtores ingleses William Major e Trevithick,que realizaram o percurso em 1 hora e 55 minutos,tendo a viagem 3 paragens, duas delas para se abastecer de água ( de lembrar que a locomotiva era a vapor). A abertura ao público foi feita 3 dias depois,tendo a linha de Sintra como estações: Sete Rios, Benfica, Porcalhota (Amadora), Ponte de Carenque, Queluz, Cacém, Rio de Mouro, Ranholas e Sintra,com carruagens de 1ª e 3ª classe a preços de 550 e 400 reis respectivamente.
Mais tarde,em 1887, veio o bicarril de Stephenson que bateu o monocarril,e acabou a experiência do Larmanjat.Teve contudo um efeito:com a edificação de casas destinadas aos engenheiros durante a sua construção,e a movimentação gerada com as obras,permitiu a expansão da Vila para a zona hoje conhecida como a Correnteza e a Estefânea,e Sintra saía aos poucos do velho burgo e para lá da Vila Velha.O comboio,esse, veio para ficar, em 1888.
<div><img src="files/larmanjat2a.jpg" border="0" /></div>]]></content:encoded>
            <comments>http://blogue.alagamares.net/index.php?mode=viewid&amp;post_id=987</comments>
        </item>
                <item>
            <title>Sugestões para 30 de Maio</title>
            <link>http://blogue.alagamares.net/index.php?mode=viewid&amp;post_id=986</link>
            <pubDate>Tue, 25 May 2010 09:03:45 GMT</pubDate>
            <category>Geral</category>
            <guid>http://blogue.alagamares.net/index.php?mode=viewid&amp;post_id=986</guid>
            <description>SUGESTÕES DE EVENTOS
30 DE MAIO-CASA DA ACHADA.LEITURA FURIOSA
A Leitura Furiosa é um acontecimento anual que dura três dias. Um momento privilegiado de encontro dos zangados com a leitura, a escrita e o mundo com os escritores. O momento único que permite a um não-leitor aproximar-se, com um escritor, da magia da escrita. Cada um faz ouvir a sua voz e segue um outro caminho.
Quem imaginou, há quase 20 anos, a Leitura Furiosa foi a associação Cardan, duma cidade do norte da França, Amiens, que trabalha para tornar o saber acessível àqueles que dele são excluídos, para quem o saber e a cultura devem nascer de uma ligação com o conjunto da sociedade, para quem a cultura pode e deve ser analisada por aqueles que não a praticam. Por aí passa a integração, a inserção.
Em 2000, a Leitura Furiosa chegou a Lisboa. Até 2004 foi a Abril em Maio, uma associação cultural, que a organizou. Em 2008 começou a acontecer no Porto, em Serralves. Em 2009, a Casa da Achada - Centro Mário Dionísio,parceira da Alagamares,  repegou na ideia, em Lisboa. Em 2010 continua, com mais grupos, mais escritores, mais desenhadores, mais actores e cantores.
A Leitura Furiosa destina-se aos que, sabendo ler, estão zangados com a leitura – crianças e adultos, homens e mulheres, empregados e desempregados, nacionais e estrangeiros.
Vários pequenos grupos de gente zangada com a leitura convivem durante um dia com um escritor, como entenderem fazê-lo. À noite, o escritor escreve um pequeno texto que oferecerá ao grupo quando, no dia seguinte, voltar a encontrar-se com ele. Passarão todos por uma livraria, por uma biblioteca. Os textos são ilustrados, paginados e os que vêm de França e Kinshasa traduzidos. No Domingo, terceiro dia do encontro, são tornados públicos numa sessão de leitura feita por actores e não-actores, alguns deles musicados e cantados, e publicados numa brochura. Posteriormente são editados em livro.
Associação Casa da Achada - Centro Mário Dionísio
Rua da Achada, nº 11 r/c - 1100-004 Lisboa
tels: 21 8877090
e-mail: casadaachada@centromariodionisio.org
página: http://www.centromariodionisio.org/
notícias: http://noticias.centromariodionisio.org/
mapa: http://www.centromariodionisio.org/localizacao.php

30 DE MAIO -CENTRO NACIONAL DE CULTURA HOMENAGEIA M.S.LOURENÇO
Integrado na programação dos habituais Passeios de Domingo, o Centro Nacional de Cultura vai fazer um Passeio/Homenagem ao escritor M.S.Lourenço, falecido em 2009, em Sintra.
Esta homenagem vai ter a participação de família e amigos do autor, será conduzida pelo Dr. Liberto Cruz e pelo Prof. Guilherme  d’Oliveira Martins, Presidente do CNC e vai percorrer alguns dos lugares emblemáticos da vida do autor e seus preferidos na vila de Sintra. A Alagamares desafia a participar neste evento, que tem partida do Café Paris, na Vila, pelas 10h30m.Recorde-se que no dia 27 de Maio pelas 16h será assinado na Biblioteca Nacional o termo de doação do espólio literário deste autor àquela Biblioteca.</description>
            <content:encoded><![CDATA[SUGESTÕES DE EVENTOS
30 DE MAIO-CASA DA ACHADA.LEITURA FURIOSA
A Leitura Furiosa é um acontecimento anual que dura três dias. Um momento privilegiado de encontro dos zangados com a leitura, a escrita e o mundo com os escritores. O momento único que permite a um não-leitor aproximar-se, com um escritor, da magia da escrita. Cada um faz ouvir a sua voz e segue um outro caminho.
Quem imaginou, há quase 20 anos, a Leitura Furiosa foi a associação Cardan, duma cidade do norte da França, Amiens, que trabalha para tornar o saber acessível àqueles que dele são excluídos, para quem o saber e a cultura devem nascer de uma ligação com o conjunto da sociedade, para quem a cultura pode e deve ser analisada por aqueles que não a praticam. Por aí passa a integração, a inserção.
Em 2000, a Leitura Furiosa chegou a Lisboa. Até 2004 foi a Abril em Maio, uma associação cultural, que a organizou. Em 2008 começou a acontecer no Porto, em Serralves. Em 2009, a Casa da Achada - Centro Mário Dionísio,parceira da Alagamares,  repegou na ideia, em Lisboa. Em 2010 continua, com mais grupos, mais escritores, mais desenhadores, mais actores e cantores.
A Leitura Furiosa destina-se aos que, sabendo ler, estão zangados com a leitura – crianças e adultos, homens e mulheres, empregados e desempregados, nacionais e estrangeiros.
Vários pequenos grupos de gente zangada com a leitura convivem durante um dia com um escritor, como entenderem fazê-lo. À noite, o escritor escreve um pequeno texto que oferecerá ao grupo quando, no dia seguinte, voltar a encontrar-se com ele. Passarão todos por uma livraria, por uma biblioteca. Os textos são ilustrados, paginados e os que vêm de França e Kinshasa traduzidos. No Domingo, terceiro dia do encontro, são tornados públicos numa sessão de leitura feita por actores e não-actores, alguns deles musicados e cantados, e publicados numa brochura. Posteriormente são editados em livro.
Associação Casa da Achada - Centro Mário Dionísio
Rua da Achada, nº 11 r/c - 1100-004 Lisboa
tels: 21 8877090
e-mail: casadaachada@centromariodionisio.org
página: http://www.centromariodionisio.org/
notícias: http://noticias.centromariodionisio.org/
mapa: http://www.centromariodionisio.org/localizacao.php

30 DE MAIO -CENTRO NACIONAL DE CULTURA HOMENAGEIA M.S.LOURENÇO
Integrado na programação dos habituais Passeios de Domingo, o Centro Nacional de Cultura vai fazer um Passeio/Homenagem ao escritor M.S.Lourenço, falecido em 2009, em Sintra.
Esta homenagem vai ter a participação de família e amigos do autor, será conduzida pelo Dr. Liberto Cruz e pelo Prof. Guilherme  d’Oliveira Martins, Presidente do CNC e vai percorrer alguns dos lugares emblemáticos da vida do autor e seus preferidos na vila de Sintra. A Alagamares desafia a participar neste evento, que tem partida do Café Paris, na Vila, pelas 10h30m.Recorde-se que no dia 27 de Maio pelas 16h será assinado na Biblioteca Nacional o termo de doação do espólio literário deste autor àquela Biblioteca.]]></content:encoded>
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        </item>
                <item>
            <title>Cidades Património Mundial reúnem em Sintra</title>
            <link>http://blogue.alagamares.net/index.php?mode=viewid&amp;post_id=985</link>
            <pubDate>Fri, 21 May 2010 14:03:40 GMT</pubDate>
            <category>Geral</category>
            <guid>http://blogue.alagamares.net/index.php?mode=viewid&amp;post_id=985</guid>
            <description>Sintra vai receber o XI Congresso Mundial da Organização das Cidades Património Mundial (OCPM). Subordinado ao tema “As Cidades Património Mundial e as Alterações Climáticas”, o Congresso realiza-se de 8 a 11 de Novembro de 2011, sob a coordenação científica do Prof. Filipe Duarte Santos, do Projecto SIAM - Scenarios, Impacts and Adaptation Measures e com a colaboração da Unesco, Getty Institute e outras entidades ligadas ao Património Mundial.
Sintra foi eleita anfitriã do Congresso das Cidades Património, na cidade de Quito, Equador.Ocasião para lançar o debate(por nós sempre aberto)do estado do mesmo em Sintra.</description>
            <content:encoded><![CDATA[Sintra vai receber o XI Congresso Mundial da Organização das Cidades Património Mundial (OCPM). Subordinado ao tema “As Cidades Património Mundial e as Alterações Climáticas”, o Congresso realiza-se de 8 a 11 de Novembro de 2011, sob a coordenação científica do Prof. Filipe Duarte Santos, do Projecto SIAM - Scenarios, Impacts and Adaptation Measures e com a colaboração da Unesco, Getty Institute e outras entidades ligadas ao Património Mundial.
Sintra foi eleita anfitriã do Congresso das Cidades Património, na cidade de Quito, Equador.Ocasião para lançar o debate(por nós sempre aberto)do estado do mesmo em Sintra.]]></content:encoded>
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                <item>
            <title>José Gomes Ferreira em Galamares</title>
            <link>http://blogue.alagamares.net/index.php?mode=viewid&amp;post_id=984</link>
            <pubDate>Tue, 18 May 2010 10:07:59 GMT</pubDate>
            <category>Geral</category>
            <guid>http://blogue.alagamares.net/index.php?mode=viewid&amp;post_id=984</guid>
            <description>Galamares, a das sete pensões,nos idos de 30 e 40, foi também terra de vilegiatura de escritores e artistas, entre os quais José Gomes Ferreira que aqui passou algumas temporadas, tendo escrito alguns dos seus poemas nas Caves de S.Martinho-&quot;o café do Alcino&quot;-onde se passavam fins de tarde serenos e noites á conversa.
Evoquemo-lo num poema que bem poderia ter sido escrito na sua esplanada, extraído da colectânea Poeta Militante:

Entrei no café com um rio na algibeira
e pu-lo no chão
a vê-lo correr
da imaginação

A seguir,tirei do bolso do colete
nuvens e estrelas
e estendi um tapete
de flores
a concebê-las

Depois, encostado á mesa
tirei da boca um pássaro a cantar
e enfeitei com ele a Natureza
das árvores em torno
a cheirarem ao luar
que eu imagino

E agora aqui estou a ouvir
A melodia sem contorno
Deste acaso de existir
-onde só procuro a Beleza
para me iludir
dum destino</description>
            <content:encoded><![CDATA[Galamares, a das sete pensões,nos idos de 30 e 40, foi também terra de vilegiatura de escritores e artistas, entre os quais José Gomes Ferreira que aqui passou algumas temporadas, tendo escrito alguns dos seus poemas nas Caves de S.Martinho-"o café do Alcino"-onde se passavam fins de tarde serenos e noites á conversa.
Evoquemo-lo num poema que bem poderia ter sido escrito na sua esplanada, extraído da colectânea Poeta Militante:

Entrei no café com um rio na algibeira
e pu-lo no chão
a vê-lo correr
da imaginação

A seguir,tirei do bolso do colete
nuvens e estrelas
e estendi um tapete
de flores
a concebê-las

Depois, encostado á mesa
tirei da boca um pássaro a cantar
e enfeitei com ele a Natureza
das árvores em torno
a cheirarem ao luar
que eu imagino

E agora aqui estou a ouvir
A melodia sem contorno
Deste acaso de existir
-onde só procuro a Beleza
para me iludir
dum destino]]></content:encoded>
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                <item>
            <title>Àrvores de Sintra morrem de pé?</title>
            <link>http://blogue.alagamares.net/index.php?mode=viewid&amp;post_id=983</link>
            <pubDate>Tue, 11 May 2010 09:05:46 GMT</pubDate>
            <category>Geral</category>
            <guid>http://blogue.alagamares.net/index.php?mode=viewid&amp;post_id=983</guid>
            <description>A Quercus-ANCN e a Associação Árvores de Portugal  manifestaram recentemente a sua indignação pelo modo como têm estado a ser executadas as podas de centenas de árvores, na Vila de Sintra.
Os cortes nas copas e troncos das árvores foram incorrectos e privaram as árvores de todos os ramos que estavam já cobertos de folhas 
A rolagem,  ou seja, o corte de ramos com diâmetro superior a 8 cm, é desaconselhado pelos técnicos de arboricultura, como forma de efectuar uma correcta manutenção das árvores ornamentais. Esta prática reduz o valor patrimonial das árvores, diminui a sua longevidade e aumenta o risco de acidentes por originar pernadas com menor resistência.
No Largo 1.º de Dezembro em São Pedro de Sintra foram abatidas do ano passado até agora várias tílias centenárias, deixando o espaço completamente desolado, se bem que as vistas dos automobilistas tenham ficado bem mais alargadas.
Também em São Pedro (e um pouco por todo o concelho) as podas que têm sido efectuadas nas árvores mais não fazem do que deformá-las e criar pontos de fragilidade por onde irão apodrecer e obrigar, mais cedo ou mais tarde, ao seu abate.
A estrada de São Pedro para Sintra, a cada ano que passa, tem vindo a perder mais e mais árvores, abatidas sem se saber porquê ou com que objectivo.
No Linhó foram abatidos muitos choupos que constituíam um perigo para a saúde pública. À entrada da povoação, foi abatido um eucalipto centenário que se encontrava debilitado e que poderia ter sido tratado .Antes dele um outro fôra abatido anos antes e agora um outro teve o mesmo destino bem no centro da localidade.
Ainda no Linhó, foram abatidos há poucas semanas dois cedros que não aparentavam qualquer problema fitossanitário ou de bloqueio da visibilidade do trânsito.
Na estrada de Sintra para Colares têm sido abatidos plátanos enquanto que outros têm sido sujeitos a podas radicais que alteram o seu centro de gravidade e que os farão cair com qualquer vento menos moderado. Junto à Adega pintaram-se alguns plátanos com o intuito de serem estudados e por cujo futuro a população se encontra preocupada.
No Carrascal as podas às árvores junto à estrada chocam qualquer pessoa, o que demonstra a capacidade de resistência destas espécies a tanto maltrato, uma vez que parece ser uma prática recorrente.
Na Estrada de Sintra para a Pena e para o Castelo várias são as árvores cortadas ao longo do percurso, sem que a população saiba porque razões se fizeram tais abates. O mesmo se tem passado na Estrada para os Capuchos e em vários locais na Serra de Sintra. Restam à beira da estrada os tocos cortados rente ao chão mas que permitem conjecturar terem sido de grande porte.
Na Estrada de Chão de Meninos para Sintra também se procedeu a um desbaste de árvores deixando desolado um local anteriormente verdejante e exuberante de vida. Algumas das árvores restantes tiveram podas que as desequilibram e os terrenos ficaram sem o suporte das raízes das árvores e da anterior vegetação pondo inclusivamente em perigo a estabilidade da terra.
Sintra foi considerada Património Mundial na categoria de Paisagem Cultural e, de acordo com essa classificação é nosso entendimento dever valorizar-se não só o património instituído como o património arbóreo e natural que o envolve tal como o relacionamento das pessoas com essas duas vertentes.
As boas práticas arborícolas devem  ser uma preocupação de  todos, sendo que há um regulamento para a intervenção em árvores de Sintra que faz parte do Plano de Gestão da Paisagem Cultural de Sintra onde está explícita a forma de proceder nas podas.</description>
            <content:encoded><![CDATA[A Quercus-ANCN e a Associação Árvores de Portugal  manifestaram recentemente a sua indignação pelo modo como têm estado a ser executadas as podas de centenas de árvores, na Vila de Sintra.
Os cortes nas copas e troncos das árvores foram incorrectos e privaram as árvores de todos os ramos que estavam já cobertos de folhas 
A rolagem,  ou seja, o corte de ramos com diâmetro superior a 8 cm, é desaconselhado pelos técnicos de arboricultura, como forma de efectuar uma correcta manutenção das árvores ornamentais. Esta prática reduz o valor patrimonial das árvores, diminui a sua longevidade e aumenta o risco de acidentes por originar pernadas com menor resistência.
No Largo 1.º de Dezembro em São Pedro de Sintra foram abatidas do ano passado até agora várias tílias centenárias, deixando o espaço completamente desolado, se bem que as vistas dos automobilistas tenham ficado bem mais alargadas.
Também em São Pedro (e um pouco por todo o concelho) as podas que têm sido efectuadas nas árvores mais não fazem do que deformá-las e criar pontos de fragilidade por onde irão apodrecer e obrigar, mais cedo ou mais tarde, ao seu abate.
A estrada de São Pedro para Sintra, a cada ano que passa, tem vindo a perder mais e mais árvores, abatidas sem se saber porquê ou com que objectivo.
No Linhó foram abatidos muitos choupos que constituíam um perigo para a saúde pública. À entrada da povoação, foi abatido um eucalipto centenário que se encontrava debilitado e que poderia ter sido tratado .Antes dele um outro fôra abatido anos antes e agora um outro teve o mesmo destino bem no centro da localidade.
Ainda no Linhó, foram abatidos há poucas semanas dois cedros que não aparentavam qualquer problema fitossanitário ou de bloqueio da visibilidade do trânsito.
Na estrada de Sintra para Colares têm sido abatidos plátanos enquanto que outros têm sido sujeitos a podas radicais que alteram o seu centro de gravidade e que os farão cair com qualquer vento menos moderado. Junto à Adega pintaram-se alguns plátanos com o intuito de serem estudados e por cujo futuro a população se encontra preocupada.
No Carrascal as podas às árvores junto à estrada chocam qualquer pessoa, o que demonstra a capacidade de resistência destas espécies a tanto maltrato, uma vez que parece ser uma prática recorrente.
Na Estrada de Sintra para a Pena e para o Castelo várias são as árvores cortadas ao longo do percurso, sem que a população saiba porque razões se fizeram tais abates. O mesmo se tem passado na Estrada para os Capuchos e em vários locais na Serra de Sintra. Restam à beira da estrada os tocos cortados rente ao chão mas que permitem conjecturar terem sido de grande porte.
Na Estrada de Chão de Meninos para Sintra também se procedeu a um desbaste de árvores deixando desolado um local anteriormente verdejante e exuberante de vida. Algumas das árvores restantes tiveram podas que as desequilibram e os terrenos ficaram sem o suporte das raízes das árvores e da anterior vegetação pondo inclusivamente em perigo a estabilidade da terra.
Sintra foi considerada Património Mundial na categoria de Paisagem Cultural e, de acordo com essa classificação é nosso entendimento dever valorizar-se não só o património instituído como o património arbóreo e natural que o envolve tal como o relacionamento das pessoas com essas duas vertentes.
As boas práticas arborícolas devem  ser uma preocupação de  todos, sendo que há um regulamento para a intervenção em árvores de Sintra que faz parte do Plano de Gestão da Paisagem Cultural de Sintra onde está explícita a forma de proceder nas podas.]]></content:encoded>
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                <item>
            <title>Dia da Europa</title>
            <link>http://blogue.alagamares.net/index.php?mode=viewid&amp;post_id=982</link>
            <pubDate>Sun, 09 May 2010 10:58:34 GMT</pubDate>
            <category>Geral</category>
            <guid>http://blogue.alagamares.net/index.php?mode=viewid&amp;post_id=982</guid>
            <description>9 de Maio é o Dia da Europa.Contudo, decorridos quase 60 anos desde que Robert Schumann e Jean Monet lançaram as bases para um eixo em que a França contivesse tentativas expansionistas da Alemanha, num gesto de claro efeito interno,criou-se o paradigma da Europa Unida, do Atlântico aos Urais, como queria De Gaulle.
Passados estes anos, temos uma Europa a várias velocidades, sem projecto, com desníveis acentuados pela ditadura do euro e do BCE, um tratado de Lisboa que aniquila a vontade dos pequenos países e figuras pardacentas e sem chama a liderar um barco sem rumo.São tempos cinzentos, de desnorte e a pedir uma refundação.Mas não nestes moldes.Não há Europa, há Europas, e paradoxalmente a Europa só se afirmou enquanto os seus grandes Estados-Nações se impuseram a si e ao Mundo.O que sobra é uma velha senhora aristocrata e decadente, a vender os anéis com um exército amarelo às portas da fortaleza e avarentos financeiros a ditarem as partilhas antecipadas do que resta.Tragédia grega, em breve fado português ou zarzuela espanhola.Estaremos condenados?</description>
            <content:encoded><![CDATA[9 de Maio é o Dia da Europa.Contudo, decorridos quase 60 anos desde que Robert Schumann e Jean Monet lançaram as bases para um eixo em que a França contivesse tentativas expansionistas da Alemanha, num gesto de claro efeito interno,criou-se o paradigma da Europa Unida, do Atlântico aos Urais, como queria De Gaulle.
Passados estes anos, temos uma Europa a várias velocidades, sem projecto, com desníveis acentuados pela ditadura do euro e do BCE, um tratado de Lisboa que aniquila a vontade dos pequenos países e figuras pardacentas e sem chama a liderar um barco sem rumo.São tempos cinzentos, de desnorte e a pedir uma refundação.Mas não nestes moldes.Não há Europa, há Europas, e paradoxalmente a Europa só se afirmou enquanto os seus grandes Estados-Nações se impuseram a si e ao Mundo.O que sobra é uma velha senhora aristocrata e decadente, a vender os anéis com um exército amarelo às portas da fortaleza e avarentos financeiros a ditarem as partilhas antecipadas do que resta.Tragédia grega, em breve fado português ou zarzuela espanhola.Estaremos condenados?]]></content:encoded>
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        </item>
                <item>
            <title>A Cultura em tempos de PEC</title>
            <link>http://blogue.alagamares.net/index.php?mode=viewid&amp;post_id=981</link>
            <pubDate>Fri, 07 May 2010 09:33:11 GMT</pubDate>
            <category>Geral</category>
            <guid>http://blogue.alagamares.net/index.php?mode=viewid&amp;post_id=981</guid>
            <description>Nestes tempos de PEC que a todos incomoda,parece que as verbas para a cultura vão ficar em stand by, qual aeroporto em dia de erupção do vulcão islandês, com a perspectiva de toda a vida do país se centrar na disposição matinal dum qualquer funcionário de uma agência(americana) de rating ou se é dia de avançar com o TGV ou não.
Portugal está nos cuidados intensivos, e neste estado comatoso as prioridades vão para o soro ou as ligaduras e só residualmente para tudo o resto, num climax psicótico de finis patriae que, ao invés de tolher a acção, deve antes mobilizar os produtores culturais filhos da Crise.A Crise é um desafio para passar a um estado adiante, de eventual catarse, com novos paradigmas e novos protagonistas.A todos convoca, para, de forma envolvida e envolvente fazerem mais e diferente,contra a modorra dum país refém que abafa os seus espiritos criativos e tem falta de projectos galvanizadores para os cidadãos e não só para as empresas de obras públicas.
Obra pública é restaurar as sinergias criativas dos cidadãos com talento e projectos.E muitos há por aí, arrastando-se pelos cafés, sem perspectivas e apoios.
Em Sintra, os agentes culturais têm vontades, e deram um exemplo do que podem fazer, mesmo sem o apoio ou envolvimento dos poderes, facticos ou reais, como o demonstrou a recente Mostra da PAACS, onde, sem dispêndio de um cêntimo, e com a apoio logístico duma junta de freguesia os mesmos mostraram que querem fazer coisas, há talentos e vontades,cidadanias por potenciar, país para fazer.Preciso se torna ser incisivo no essencial e deixar o acessório e lamuriento, partir para o terreno e não habitar em permanência os pseudo-confessionários do Facebook ou do Messenger, mobilizar e actuar.Só assim se pode fazer a diferença e partir para a construção de projectos envolventes, dando pequenos passos,em diálogo e partilha.
Problema velho, realidades novas.</description>
            <content:encoded><![CDATA[Nestes tempos de PEC que a todos incomoda,parece que as verbas para a cultura vão ficar em stand by, qual aeroporto em dia de erupção do vulcão islandês, com a perspectiva de toda a vida do país se centrar na disposição matinal dum qualquer funcionário de uma agência(americana) de rating ou se é dia de avançar com o TGV ou não.
Portugal está nos cuidados intensivos, e neste estado comatoso as prioridades vão para o soro ou as ligaduras e só residualmente para tudo o resto, num climax psicótico de finis patriae que, ao invés de tolher a acção, deve antes mobilizar os produtores culturais filhos da Crise.A Crise é um desafio para passar a um estado adiante, de eventual catarse, com novos paradigmas e novos protagonistas.A todos convoca, para, de forma envolvida e envolvente fazerem mais e diferente,contra a modorra dum país refém que abafa os seus espiritos criativos e tem falta de projectos galvanizadores para os cidadãos e não só para as empresas de obras públicas.
Obra pública é restaurar as sinergias criativas dos cidadãos com talento e projectos.E muitos há por aí, arrastando-se pelos cafés, sem perspectivas e apoios.
Em Sintra, os agentes culturais têm vontades, e deram um exemplo do que podem fazer, mesmo sem o apoio ou envolvimento dos poderes, facticos ou reais, como o demonstrou a recente Mostra da PAACS, onde, sem dispêndio de um cêntimo, e com a apoio logístico duma junta de freguesia os mesmos mostraram que querem fazer coisas, há talentos e vontades,cidadanias por potenciar, país para fazer.Preciso se torna ser incisivo no essencial e deixar o acessório e lamuriento, partir para o terreno e não habitar em permanência os pseudo-confessionários do Facebook ou do Messenger, mobilizar e actuar.Só assim se pode fazer a diferença e partir para a construção de projectos envolventes, dando pequenos passos,em diálogo e partilha.
Problema velho, realidades novas.]]></content:encoded>
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