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| 21.10.2005 20:37 |
Upgrade:de gestor a músico |
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A propósito do concerto dos GWAS,cabe uma palavra de apoio e encorajamento ao nosso director,associado e querido amigo Pedro(id) pela recusa ao acantonamento cultural e a enfiar as pantufas do conformismo.Eis um exemplo de dinamismo enquanto produtor e criativo,ainda que em área onde podem cruzar-se sensibilidades e (outros) gostos,mas sempre activo e com algo para dizer.Para ele,e demais elementos do grupo, carpe diem e saudações alagamarenses,e bom concerto!.E sem bad weather...at least in the soul.. |
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| Por: fernandomoraisgomes | Comentários [1] | Ligações [0] | |
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| 19.10.2005 23:58 |
Concerto dos GWAS, no Village Praia Grande |
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O nosso colega da Direcção, Pedro Duarte, também membro de uma banda rock de Sintra, pediu o favor de divulgarmos o próximo evento da sua banda, que se chama GWAS - Good Weather for Air Strikes.
Assim, aqui vai:
Concerto no Village Praia Grande, já neste próximo Sábado a 22.10.2005. Para mais informações, sugere-se uma visita ao website dos GWAS, no endereço gwas.versenet.com (Nota: O site tem algumas músicas em MP3 para download).
Apareçam!!!!!
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| Por: RicardoCarvalho | Comentários [0] | Ligações [0] | |
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| 19.10.2005 17:34 |
As leis dos homens |
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Saddam Hussein começou hoje a ser julgado no Iraque.Contudo,se se pretende que a Justiça funcione,pelo menos nos moldes ocidentais como a conhecemos,muitos gatos com rabo de fora deveriam ser rectificados neste julgamento, onde até os juízes curdos foram treinados 18 meses em Londres ,os advogados de defesa tiveram 45 dias para estudar um processo com dez milhões de folhas e tudo parece montado para surtir o efeito que todos esperam:a supressão física do ditador.A Lei do mais forte prevalece, e sempre assim foi.Mas então porque não assumi-lo directamente e evitar que um desacreditado ditador desacredite pelas lacunas do "nosso" Estado de Direito neste julgamento, um sistema que moral e formalmente é superior ao que ele ,Saddam ,representou?Todos queremos Saddam julgado.Mas que não fique para a História a dúvida sobre os seus actos, a fim de que no futuro não venhamos a ver surgir o culto por um patriota nacionalista morto pelos ocupantes em vez dum títere sanguinário que gaseou o seu povo e o levou a guerras e sofrimento sem sentido,devemos oferecer-lhe todas as garantias de defesa que os nossos sistemas judiciais oferecem..A superioridade moral das democracias tem por paradoxo que até os que as não respeitam também delas devem ser fruidores, com o patológico que isso comporta.Mas só assim poderemos seguir em frente,sem manchas.São deformações profissionais, desculpem lá...
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| Por: fernandomoraisgomes | Comentários [0] | Ligações [0] | |
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| 18.10.2005 22:20 |
O H5N1 |
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H5N1.Fixem este nome pois vamos ouvir falar dele nos próximos tempos.É a designação científica da estirpe fatal do vírus da chamada gripe das aves.Empolada ou não pela comunicação social a nova peste parece fazer o seu caminho mais uma vez pondo á prova a eficiência e grau de resolução dos mecanismos de defesa colectiva entretanto criados com os avanços da ciência.
Há , neste ano da graça de 2005, uma série de fenómenos que vêm pôr em evidência a vencibilidade do Homem perante a Natureza,e demonstrar que Platão, se já subiu muito nas paredes da sua caverna, ainda só vislumbra ténues raios de luz das novas pedras filosofais do século XXI.Depois do Katrina, da seca, do terramoto no Paquistão, do tsunami(lembram-se?),apenas a saída da luta pela sobrevivência resta como designio ao Homem neste século das clonagens,da telegenia ou das façanhas do Pathfinder e da sonda Cassini.Um passo em frente, dois passos atrás-este parece o lema cíclico da Historia da Humanidade.E lá vamos ficar sem perú para o Thanksgiving e para o Natal...
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| 17.10.2005 19:44 |
Desafio aos passivos |
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E já agora, associados da ALAGAMARES.Eu, a Maria João e o Ricardo"webmaster"Carvalho fomos este fim de semana fazer o levantamento histórico para o futuro evento sobre os Templários.Quem se oferece para ajudar, a qualquer nível?Aguardamos respostas.Dos passivos não reza a História!
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| Por: fernandomoraisgomes | Comentários [5] | Ligações [0] | |
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| 17.10.2005 19:28 |
Ópera em Montelavar |
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Noite mágica, noite de estrelas.A repetir...
A prova de que a cultura não é só S.Carlos ou CCB.Martelando se vai fazendo o caminho.Parabéns aos intervenientes e ao Boa União Montelavarense pela dinâmica.Ópera bufa do nosso sec XVIII, eis o aperitivo ideal para a nossa próxima actividade-evocar os 250 anos do Terramoto de Lisboa.
E a propósito: onde está o Ministério da Cultura e a CML neste evento?Debaixo dos escombros do terramoto de incultura que invadiu aquela cidade,talvez... Enterremos os mortos, e os vivos que avancem! |
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| 11.10.2005 01:54 |
Laboratório de comunicação e conteúdos on-line |
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O LABCOM - Laboratório de Comunicação e Conteúdos On-line, da Universidade da Beira Interior (Covilhã), cujo endereço é labcom.ubi.pt, disponibiliza uma série de valiosos recursos on-line para os interessados em absolutamente tudo o que possa ter a haver com comunicação, nomeadamente na área do jornalismo.
Conteúdos de consulta obrigatória que constam do LABCOM são, por exemplo, os seguintes:
- BOCC - Biblioteca On-line de Ciências da Comunicação (www.bocc.ubi.pt)
- Recensio - Revista de Recensões de Comunicação e Cultura (www.recensio.ubi.pt)
- AGORA::NET - Revista de Novos Media e Cidadania (www.labcom.ubi.pt/agoranet)
- JAC - Jornalismo Assistido por Computador (www.labcom.ubi.pt/jac)
No meio de tanta informação interessante, descobre-se uma "jóia" preciosa para download. A saber:
"Manual de Jornalismo", de Anabela Gradim Alves
Download: gradim-anabela-manual-jornalismo-1.pdf (438 kb).
Muito bom. Muuuiiito BOM! |
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| 10.10.2005 01:14 |
Baldes de água fria q.b. |
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Blogues de políticos famosos, ambiciosos e inteligentes, um deles até supostamente filósofo. Pena é esses blogues estarem, à data de anúncio dos resultados das actuais eleições, quase todos completamente vazios, à semelhança do que se passa, aliás, com a cabeça de muitos desses candidatos e também dos eleitores que produziram as vitórias de certos autarcas mais mediáticos. E depois, é claro, dizem eles e com razão:
"Em Democracia, o Povo é soberano!"
(Não haja dúvidas, temos aquilo que merecemos!)
Ver no endereço autarquicas2005.sapo.pt
Mas há mais...
Dia de decepções várias e de baldes de água fria q.b., temos ainda o chamado "choque tecnológico" em acção para nos fazer lembrar o quanto atrasados estamos no que respeita ao investimento em tecnologia e na informatização do país. A este respeito, Pacheco Pereira faz publicar palavras de um seu leitor no Abrupto, nesta noite de Domingo de eleições. A saber:
21:44 (JPP)
O ABRUPTO FEITO PELOS SEUS LEITORES: CHOQUE TECNOLÓGICO
É espantoso como os departamentos de informática do STAPE (*) não acautelam o previsível acréscimo de acessos aos servidores numa noite destas. A somar a outras vergonhas, a digitalização do país é a grande derrotada desta noite. O resto era mais ou menos de prever, à excepção da luz mágica do progresso que chegou finalmente, e de uma só vez, a Amarante e a Marco de Canavezes.
(Vasco G.)
(*) - Site do STAPE inacessível neste preciso momento: 09.10.2005, 23h.
É por estas e por outras que muitos indivíduos já desistiram dos seus países e se dedicam agora a fundar as suas próprias micro-nações! |
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| 10.10.2005 00:07 |
Abandonemos Fátima por Trancoso |
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Referindo-se a esta figura de Portugal, Fernando pessoa afirmou: “ O verdadeiro patrono do nosso país é esse sapateiro Bandarra. Abandonemos Fátima por Trancoso (…) O Bandarra, símbolo eterno do que o povo pensa de Portugal (...) O futuro de Portugal - que não calculo mas sei está escrito já, para quem saiba lê-lo nas trovas de Bandarra.“
Em Trancoso nasceu este homem simples, num ano qualquer da graça de Nosso Senhor, presumindo-se nos inícios do Séc. XVI ou mesmo 1500. De seu nome Gonçalo Anes, Bandarra por alcunha teria nascido em berço rico ou provavelmente remediado.
Perdida fortuna em ignotas empreitadas para acudir há pobreza tomou o oficio de sapateiro de correia, o que quer dizer que fabricava calçado e o remendava quando solicitado. Instrui-se o padre Bartolomeu Rodrigues e doutor Álvaro Cardoso e com a Bíblia do escudeiro João Cruz. Em 1531, já conhecido como áugure e poeta surgiu em Lisboa onde se aboletou em casa de um livreiro judeu de nome João Bilbis.
Seis anos depois após as suas escritas irem adquirindo perplexidades entre judeus e Cristãos-Novos o manuscrito foi copiado por Heitor Lopes, tosador em Trancoso. No ano 1538 de novo em Lisboa as cópias surgiam já em toda a parte. A obra tornou-se um deslumbro nacional a tal ponto que desencantou os ouvidos atentos da inquisição e ia tornar-se uma dor de cabeça para o autor.
Assim foi que um tal de Afonso de Medina , comissário do santo Ofício achou que as profecias alvoraçavam muita gente. Em consequência Bandarra era preso e remetido para as casas de despacho da Santa Inquisição em Lisboa onde ficou preso.Ao qual não se provou que ele tinha ascendência judaica. Entrou numa procissão do auto da fé celebrado em Lisboa em 23 de Outubro de 1541.
Regressou o Pobre Bandarra a Trancoso onde se agasalhou até a morte ao qual terá ocorrido em 1545, por tal data ter sido mandada lavrar, por D. Alvares de Abranches no seu túmulo do lado da epístola, na igreja de São Pedro.
Sabemos que Bandarra Profetizou em termos bíblicos o Quinto Império, dentro de uma interpretação do Padre António Vieira e do grande poeta Fernando Pessoa, que o leram, admiraram e comentaram.
Muitas profecias concretizaram-se após a morte do profeta, uma delas, porém diz respeito ao próximo, judiciosa e relevante (Ver trovas no site do instituto Camões, aqui.)
" Em dois sítios me achareis,
Por desgraça ou por ventura:
Os ossos na sepultura,
A alma nos papéis "
Gonçalo Anes Bandarra.
Fonte: "Breve Monografia de Trancoso ", por Santos Costa.
TROVAS DO BANDARRA (extracto)
Dedicatória a Dom João de Portugal,
bispo da Guarda
SENTE BANDARRA
AS MALDADES DO MUNDO
E PARTICULARMENTE
AS DE PORTUGAL
I
Como nas Alcaçarias
Andam os couros às voltas,
Assim vejo grandes revoltas
Agora nas Cleresias.
II
Como usam de Simonias
E adoram os dinheiros,
As Igrejas, pardieiros,
Os corporais por mais vias.
III
O sumagre com a cal
Faz os couros ser mociços,
Ah! Quantos há maus noviços
Nessa Ordem Episcopal!
(...)
SONHO SEGUNDO
Oh! Quem tivera poder
Para dizer,
Os sonhos que o homem sonha!
Mas hei medo, que me ponha
Grão vergonha
De mos não quererem crer.
Vi um grão Leão correr
Sem se deter
Levar sua viagem,
Tomar passagem,
Sem nada lho defender.
Tirará toda a escória
Será paz em todo o Mundo,
De quatro Reis o segundo
Haverá todo a vitória.
Será dele tal memória
Por ser guardador da lei,
Polas armas deste Rei
Lhe darão triunfo, e glória.
Trinta e dois anos e meio
Haverá sinais na terra;
A Escritura não era;
Que aqui faz o conto cheio.
Um dos três que vão arreio
Demonstrar ser grão perigo;
Haverá açoite, e castigo
Em gente que não meneio.
Já o tempo desejado
É chegado
Segundo o firmal assenta
Já se passam os quarenta
Que se ementa
Por Doutor já passado.
O Rei novo é acordado
Já dá brado:
Já arressoa o seu pregão
Já Levi lhe dá a mão
Contra Siquém desmandado.
E segundo tenho ouvido,
E bem sabido,
Agora se cumprirá:
A desonra de Dina
Se vingará
Como está prometido.
O Rei novo és escolhido
E elegido,
Já alevanta a bandeira
Contra a Grifa parideira
Que tais pastos tem comido;
Porque haveis de notas,
E assentar
Aprazendo ao Rei dos Céus
Trará por ambas as Leis,
E nestes seis
Vereis coisas de espantar.
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O néscio quer afirmar,
E declarar
Desde seis até setenta
Que se ementa,
Do Rei que irá livrar.
Louvemos este Barão
Do coração,
Porque é Rei de Direito;
Deus o fez todo perfeito
Dotado de perfeição.
Este Rei tem um Irmão,
Bom capitão.
Não se sabe a irmandade?
Todo é nobre, em bondade;
E na verdade
Que sairá com o pendão.
Muitos estão desejando,
E altercando,
Se o meu dito será certo,
Se de longe, se de perto?
E sobre o tal praticando
Aquele grão Patriarca
No-lo mostra, e está falando,
E declara o grão Monarca:
Ser das terras, e comarca,
Semente del Rei Fernando.
Este Rei de grão primor,
Com furor,
Passará o mar salgado
Em um cavalo enfreado,
E não selado,
Com gente de grão valor.
Este diz, socorrerá,
E tirará,
Aos que estão em tristura,
Desde, conta a Escritura,
Que o campo despejará,
Os Fidalgos estimados,
E desprezados,
Que até agora são corrigidos,
Com o tal serão erguidos,
E mui queridos,
E com os Reis estimados.
Se lerdes as Profecias
De Jeremias,
Irão dos cabos da terra
Tomar os Vales, e Serra,
Pondo guerra,
E tirar as heresias,
Derrubar as Monarquias,
E fantasias
Serão bem apontoadas,
Serão todas derrubadas,
Desconsoladas
Fora das possentadorias.
Ainda mais profetizando,
E declarando:
Seus pequenos das manadas,
Derrubar-lhe-ão as moradas
Bem entradas,
E assim o vai mostrando.
Já o Leão vai bradando,
E desejando
Correr o porco selvagem,
E tomá-lo-á na passagem
Assim o vai declarando.
Muitos podem responder,
E dizer:
Com que prova o sapateiro
Fazer isto verdadeiro,
Ou como isto pode ser?
Logo quero responder
Sem me deter.
Se lerdes as Profecias
De Daniel e Jeremias
Por Esdras o podeis ver.
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| 08.10.2005 00:20 |
Ninguém ainda foi queimado por ter cara de pau |
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Eleições autárquicas 2005
TROVAS DO BANDARRA APONTAM FINAL DA DEMOCRACIA EM PORTUGAL JÁ NESTE DOMINGO
Muito se falou nos últimos dias do eclipse anular que ensombrou Portugal. Como se sabe, fenómenos desta natureza sempre causaram enorme apreensão entre o povo (tal como manchas escura subitamente aparecidas na pele), apesar desta crença ser motivo de escárnio por parte dos mais esclarecidos, como Miguel Sousa Tavares ou Pacheco Pereira. Porém, os mais crédulos - como todos aqueles que ainda acreditam em Manuel Maria Carrilho - entenderam o eclipse como um presságio de grandes desgraças futuras para o nosso país, nomeadamente com o final do regime democrático que tanto desenvolvimento social e económico trouxe a Portugal nos últimos 30 anos. Vasculhámos ainda nas famosas "Trovas do Bandarra" e encontrámos profecias que apontam para o final da democracia, como a entendemos, no próximo Domingo.
TROVAS DESCONHECIDAS DO SAPATEIRO DE TRANCOSO...

Imagem: O regresso de Fátima?
TROVA XXXIII
Nas terras distas de Felgueiras,
Ricas da Primavera ao Outono,
Nascerá de duas parteiras,
Uma donzela sem fronteiras,
Cujo cabelo danará o ozono.
Reinará por mil anos e meio
Em Felgueiras, sua coutada,
Tingirá de azul um saco cheio,
Sem nunca ser apanhada.
Mas um dia os hommes d'El Rey,
Avisados por bufo fideputa,
Descobriran a donzela sem ley,
Que non desistirá sem dar mucha luta.
Pero um dos hommes, judas escariote,
Mostrar-lhe-á o auto y entonces se fará luz,
A mulher apanhará de um eito uma caravela,
Rumará à cidade mor do reino de Castela,
Donde partirá sem delongas para Vera Cruz.
Um seu senhor, a mando d'El Rey,
Assis de seu nome y muy honrado,
Será anho de Deus em terra sem ley,
Y suas órbitas seran arrancadas de seu frontado.
Chegada à cidade maravilhosa, como um açôr,
Enviará mensagem muy cómica a El Rey,
Dizendo-se inocente como Nosso Senhor
Y prometendo um dia cumprir a ley.
Pero um dia voltará, como o Redentor,
Para os braços do povo de Felgueiras,
Sem avisar como um arcanjo vingador,
Para essa terra de muy poucas maneiras.
Y para horror dos cronistas da nação,
Ganhará a mulher pouco douta,
Goevrnando com o ceptro numa mão,
Y o saco azul na outra.

Mapa: Coutada de Gondomar, en Portugal?
TROVA XXXIV
No milénio destes dois diferente,
Nas terras tristes de Gondomar,
Surgirá um cavaleiro de baixa patente,
Que nunca estará ele contente,
Até tudo no reyno roubar.
Falará a eito e muy alto, como Abraão,
Com barbas de milho na boca a fumegar,
Rodeado de cronistas, filhos de um cão,
Todos os seus pensamentos a escrevinhar.
Terá um filho jogral de ruim qualidade,
Que non saberá boas gestas cantar,
Pero será um monstro de vaidade
Y andará pelo reyno a surrealizar.
El padre, el da boca fumegante,
Como el Cornudo, fideputa Belzebu,
Nos torneios lúdicos será reynante,
Y tratará os governantes por tu.
Como Maria Madalena seron falsos os torneios
Y ganharan os cavaleiros que a ele aprouver, nas feiras,
Pois que o fumegante non olhará a meios
Y pagará a soldo a mais de mil rameiras.
Na sua coutada também aprouverá reynar,
Sendo muy amado pelo seu povo,
A quem ofertará multas cosas de cozinhar
Em menos tempo que coze um ovo.
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Pero un dia o levaran para el carcer belo,
Acusando-o na gesta do apito de oiro,
Pero el acusará de cabala el moiro
Y quedará somente aprisionado em seu castelo.
Pero surrealizando, como seu filho varão,
Sairá del carcer para el trono da coutada,
Acusando el seu senhor de fideputa e anão
Y prometendo a seus opositores farta bastonada.

Foto: Igreja de Canavezes, de um tal Siza (NAF-IST).
TROVA XXXV
Acreditem se quiserem
Se non quiserem tanto me dá
Eu sou sapateiro em Trancoso
Y pés sempre haverá,
Pero vos digo que Marco de Canaveses
Há-de ter senhor mais ruim que Satanás mil vezes
Y que até a manhosa Salomé envergonhará.
Gostará mais de soldo que Judas,
Todas as gentis almas que quedaran mudas
Ante tamanha roubalheira a eito
Que mais parece que tem o bolso no peto
Y non no coraçon,
Tan avesso que será a pedir perdon.
Construirá os seus castelos com tijolo alheio,
Ameaçará os seus amigos de permeio
Y mesmo condenado pela ley dos hommes,
Será mais duro de partir que pedra pomes.
El Rey o proibirá de reinar en su coutada,
Pero el se mudará como se non fôra nada,
Para coutada vizinha da sua,
Onde reinará por mil sóis e uma lua.
A seus amigos encomendará a morte,
Como capões em noite de consoada
Que se quedaran vivos por sorte,
Pero com uma perna entrevada.
Nenhum cronista houvera acreditado,
Que semelhante tinhoso fôra assim amado
Y que el povo de Amarante seja como carne má,
Quanto mais se lhe bater, mais terno ficará.

Foto: Funicular, carroça que voa pelo ar.
TROVA XXXVI
Acreditem se quiserem,
Com os olhos que a terra há de comer,
Nas redondezas de Lisboa
Enorme cavalgadura há-de aparecer.
Reinará nais anos que viveu Abraão,
Embora ao soldo alheio aprouvera meter a mão,
Pero na terra há-de sempre haver patetas
Que se queden satisfeitos com um jardim de poetas.
Defendido será por quem aprouve que roubar non é ruim,
Desde que roubem El Rey e non a mim,
Que enquanto fizer montes redondos no meio da estrada,
Pode não pagar um soldo que seja pelo saco de cevada.
O tinhoso de tudo será acusado,
Pero como Salomé, nunca será condenado,
Pois se provará não ter ele vergonha, pero non ser muy mau
Y ninguém ainda foi queimado por ter cara de pau.
Será uma donzela a sua fidalga inimiga,
Ainda que no passado fôra muy sua amiga,
Pero peles de carneiro o tinhoso nas carroças colará
Onde de ser mais ladra que Herodes a acusará.
Y ele tinhoso voltará ao trono de onde o derrearam,
O que os cronistas do reyno nunca acreditaram,
Passeando de funicular,
Uma carroça que voa como uma galinha pelo ar,
Ficado os juízes hirtos como um mimo
Y continuando por muitos anos a mandar o soldo alheio a seu primo.
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Fonte: O INIMIGO PÚBLICO (07.10.2005).
Nota: As imagens foram adicionadas neste blogue. |
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