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02.07.2008  09:57
Sofrer na Vila no Verão
Andar na Vila Velha tem os contrastes entre o bucolismo desejado e as maleitas do costume.A saber:
-o estacionamento que não existe mas que deveria ser travado logo antes dos Paços do Concelho.Quem vai lá fora sabe que em centros históricos nunca se levam os carros para o pé da porta.É impopular entre nós, mas necessário,para devolver os espaços aos utentes e reduzir a poluição atmosférica em redor dos monumentos.
-a falta de conservação de muitos edifícios-Hotel Netto,o telhado do Café Paris(monumento á incúria enquanto no dito Café se praticam preços de Paris...)a casa "entrapada" na Volta do Duche,ou o Bristol que ameaça ficar assim vários anos.São situações que deixam os turistas atónitos lamentando que um local paradisíaco como Sintra apresente estas mazelas,sintoma de incúria e desleixo de públicos e privados.
-o mamarracho da esplanada do Hockey Café em domínio público.
-a falta de sinalética em inglês sobre os monumentos ou o local da paragem dos autocarros para o Castelo dos Mouros ou a Pena.
Há que criar uma task force para a Vila com urgência,pois muitas das situações relatadas já são recorrentes e não são compatíveis com o estatuto de Património Mundial e não é um instrumento do tipo do Plano de Groer que tem resposta para estas situações.Reveja-se o Elucidário Arquitectónico,elabore-se com urgência um Plano de Salvaguarda e já que foi criada a SRU atribua-se a esta entidade compências de licenciamento,posse administrativa,capacidade de negociar parcerias e apoios no âmbito do mecenato para que a Vila seja aquela sala de visitas que a todos encanta.Já agora:sendo os hóteis os principais beneficiários na vinda de turistas para visita aos monumentos e centros históricos,porque não serem estes chamados a contribuir com uma taxa equitativa para um Fundo de Reabilitação,a par com as empresas de transportes,o IGESPAR,a PSML ?
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28.06.2008  12:47
Visita á Expo 2008 em Saragoça

Com enfoque no tema da Água,decorre até 15 de Setembro em Saragoça,Espanha,a Expo 2008 e a Alagamares vai fazer uma visita.
Data: de 7 a 11 Setembro 2008 – 5 dias,4 noites .Alojamento no NH Logroño em Logroño
Preço por pessoa em quarto duplo: EUR 355.00
Preço por pessoa em quarto individual: EUR 515.00
Este preço inclui: passagem de autocarro Galamares/Logroño/Expo Saragoça/Logroño/Galamares, estadia de 04 noites no hotel mencionado em quartos standard em regime de alojamento e pequeno almoço, seguro básico de viagem, e despesas de reserva. Recolha e largada de participantes em Galamares, Sintra /Portela e Campo Grande
Não inclui as entradas pois há 02 tipos de entradas diferentes – preços por pessoa
* só entrada por 3 dias: EUR 65.00
* entrada + telecabine por 3 dias: EUR 76.00 –(a telecabine é um teleférico que vai desde a estação intermodal Delicias da AVE e da paragem de autocarros até à EXPO).
Reservas:918343698 ou info@lagamares.net. 50% até 25 de Julho e 50% até 15 de Agosto.
Não inclui:
Serviços não mencionados e despesas de carácter pessoais;
Despesas não mencionadas expressamente como incluídas.
Visitas opcionais

Hotel NH Logroño
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25.06.2008  09:57
Centro Histórico e Plano de Groer
Foi aprovada pelo executivo da CMS a criação duma Sociedade de Reabilitação Urbana para a zona do Centro Histórico de Sintra,com funções de licenciamento,expropriação,demolições etc,que no essencial assumirá as competências dos serviços do PCH agora extinto pela última revisão do Regulamento dos Serviços Municipais.
Afigura-se deixar algumas ideias pessoais sobre o que pode e deve(ou não) fazer essa nova estrutura.
Primeiro,deve ser operacional e pró-activo ,sob pena de ser mais uma duplicação de esforços e de funcionários.
Segundo,deve ter como prioridade a obtenção dum quadro de actuação jurídico-urbanístico que passe pela revisão do velhinho Plano de Groer,de 1949,que se teve até hoje a virtualidade de estancar a descaracterização do Centro Histórico(quando foi usado,veja-se o Hotel Tivoli...) também tem sido o responsável por falta de soluções adequadas e claras para os dias de hoje(veja-se o caso da Pensão Bristol ou da Gandarinha).Porque nunca houve o arrojo de mexer num instrumento que sendo vanguardista no seu tempo deixa muitas frestas de interpretação e aplicação nos dias de hoje,sob pena de ser mais um instrumento de bloqueio que um código de conduta dinâmico e propulsor do desenvolvimento?
Terceiro,deve evitar-se a sobreposição ou dispersão com outras entidades(Parques de Sintra-Monte da Lua,IGESPAR,entre outras).
Em quarto,para já,deve retomar a actualização e respeito pelo Elucidário Arquitectónico em boa hora feito na CMS há um bom par de anos.
E deve sobretudo procurar soluções justas e expeditas para o problema da revitalização dum espaço marcado por desertificação da população,hoje pouco mais de 300 pessoas,idosas e sem recursos para reabilitar,ultrapassando as panaceias do CORESINTRA e RECRIA de insuficiente actuação e alcance.
Se nada disto for mexido,então não valerá muito a pena.E importante será que a revisão do Plano seja precedida da suspensão que congele até novo enquadramento e desde que seja determinada a sua revisão ou substituição, as propostas urbanísticas pendentes mais polémicas da sua área de intervenção,sob pena de se tornar inútil e semântico,acolhendo os contributos de técnicos,autarcas,forças sociais ,moradores e agentes económicos.A ver vamos.
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23.06.2008  08:46
Sintra,Crónica dos dias:1935
Na continuação da história de Sintra ano a ano,hoje os factos mais relevantes de 1935.
1935 entre outros eventos regista a morte do pintor e escultor Artur Anjos Teixeira,em Março.É o ano em que Carlos Carvalho,regente agrícola do Parque da Pena preside á comissão de homenagem a D.Fernando II,e é inaugurada na Pena,em Julho, a lápide de homenagem ao Rei-Artista que ainda hoje lá se encontra,na presença do então presidente Carmona.(tendo,segundo os relatos da época,sido servido um lanche no Chalet da Condessa e executadas peças musicais pela banda da Sociedade União Sintrense).
Em Agosto desse ano,Carmona instala-se para um período de veraneio no Palácio da Vila e visita a Adega de Colares e Pero Pinheiro.
Em Setembro, no Casino,dirigido por Lafayette Machado,actuam Auzenda de Oliveira e Fernanda Coimbra.Em Novembro as instalações da Pensão Nova Sintra,de Miguel Rebelo passam para a sua actual localização,antiga sede do Sintra Club e em Dezembro inaugura-se as novas instalações da Sociedade União Sintrense,abrilhantada por programa de variedades.
Realce nesse ano para a actividade do Estefânea Jazz,fundado em 1930 por José Martins de Oliveira(foto abaixo)e que foi um dos mais relevantes agrupamentos musicais de Sintra nesse período.Nesse ano nasceram 865 habitantes,morreram 744 e casaram 255.

O Estefânea Jazz,de Sintra, em 1935
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20.06.2008  14:09
Seteais e o nº7-um poema de José Alfredo
A propósito da anterior tentativa de restringir a fruição pública de Seteais,em 1934,
escreveu o eminente sintrense José Alfredo no Jornal de Sintra de 5 de Agosto de 1934 o seguinte poema:

Na questão do Seteais
Número "sete" predomina
"Sete" os escritores geniais
Que por sua triste sina,
Têm o caso discutido
Com "sete"pedras na mão
Foi o assunto debatido
Em "sete" jornais,mais não
Todos com grande facécia
Competência e valor
Quais "sete" sábios da grécia
"Sete" ais com amargôr
-Diz o nosso "Rio Dez"
No jornal foram lançados
E,aqui,leitor,já vês
Domingos "sete" empregados
Como os pecados mortais
"Sete" as opiniões de alguém
Que não me consente mais
Divulgar seu nome(Bem:
Vê leitor,a tal respeito
O nosso último jornal
Se procurares a preceito
Verás quem é esse tal).
Consta ir o Conde encerrar
A "sete" chaves as portas:
Contra tal hei-de lutar,
Porque assim,a horas mortas,
Não posso ir ver as estrelas
Do Penedo da Saudade
P´ra não 'star com mais aquelas
E ainda em continuidade
Do assunto debatido
Direi que os vereadôres
-Tomem n'sto bem sentido
São "sete" grandes valôres
Que continuam calados.
E agora,p'ra terminar
Meus versos mal encavados
Devo já declarar
Seteais tem "sete" letras...
Mas oh!Que grande revez:
Não há mais "sete" nenhum
Pois "Madoro" e "Rio Dez"(1)
Têm só seis cada um

(1)Madoro(Manuel Domingos Rosa) e Rio Dez,dois colunistas do Jornal de Sintra que defendiam a posição do Conde de Sucena que dizia pretender ajardinar o Campo de Seteais para servir como Parque Infantil,concedendo-lhe o mesmo estatuto do Parque da Pena.Só que este parque encerrava ao sol posto e os sintrenses não permitiam que jamais o acesso ao Campo fosse impedido,a qualquer hora do dia ou da noite

Foto de Paulo Escoto
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18.06.2008  09:32
Encontro na Regaleira
A Alagamares-Associação Cultural, de Sintra vem juntar-se aos muitos munícipes e visitantes de Seteais que se deparam com o acesso aos jardins e miradouro encerrado pugnando por uma solução intermédia que não prive por tempo indeterminado os visitantes duma das mais belas vistas do Delicious Éden.
É sabido que o Hotel foi para obras por cerca de 1 ano. Contudo, e dentro dum critério de segurança e não perturbação, afigura-se poder ser criado um percurso que sem colidir com as obras não tire aos muitos visitantes de Sintra o panorama ímpar da vista quer para o palácio quer para a várzea, num dos enquadramentos mais conhecidos e mais belos de Sintra. Algo que se afigura que o IGESPAR e a Câmara Municipal podem supervisionar e acertar com o Grupo Espírito Santo, concessionário do Hotel.
Temos tido conhecimento do desagrado pela situação, pelos muitos mails que nos têm sido enviados, alguns de escolas secundárias que vieram de propósito para visitas desde o interior. O Grupo Espírito Santo, que inclui a rede de hotéis Tivoli, é apenas concessionário do palácio. Urge repor a legalidade. Muitos sintrenses lutaram durante dois séculos para que permaneça franco o acesso. As obras em curso, com as devidas medidas de segurança, são perfeitamente compatíveis com a continuidade das visitas.
Existe um passado histórico deste local que José Alfredo da Costa Azevedo nas Velharias de Sintra tão bem recorda que devemos exigir seja respeitado. Escreve ele que, já em acta de reunião de câmara de 9 de Agosto de 1800 pode ler-se: "Povo de Cintra não consentais que se feixe o campo de Senteais".
Desejamos que seja cumprida a obrigação 4ª. da escritura de aforamento de 1801 que diz expressamente que: "as sobreditas portas francas e publicas do referido gradeamento do mesmo campo que derem serventia para a entrada e sahida do dito paceio publico serão construidas de tal forma que sem dependência alguma possam entrar e sahir por ellas todas as pessoas que delle se quizerem servir e utilizar, sem nunca em tempo algum estarem fechadas com chave, ferrolho, cadeado ou outro fecho semelhante",- perfeitamente conciliável com uma estratégia de segurança das pessoas que visitam aquele espaço?
Foi para que este direito lhes não fosse negado que se bateram os habitantes da Vila de Sintra em 1801, 1897 e 1934, apoiados pelos respectivos presidentes da Câmara da altura. Não se trata de um capricho ou de uma embirração. Trata-se de honrar, também, a vontade daqueles que nos precederam. Só como curiosidade adianto que, através da acta da reunião da Câmara de 6 de Outubro de 1897 ficamos a saber que, a Comissão que representou os habitantes da Vila que se insurgiram contra a tentativa desse ano foi constituída por alguns dos mais importantes comerciantes da altura, entre eles o fundador da Papelaria Camélia e, também, o dono do Hotel Nunes, um dos fundadores da Sociedade União Sintrense e, até, o que era nesse tempo o administrador do Palácio da Pena - (José Alfredo da Costa Azevedo cita-os todos pelos seus nomes nas Velharias de Sintra II ). Em 1934 o próprio José Alfredo interveio e conta que chegaram a tocar o sino a rebate só por ter constado que o acesso ao Penedo da Saudade estava vedado com uma cancela.
Ora, o acesso ao Penedo da Saudade já o perdemos na década de noventa por ocasião de obras, também efectuadas pelo actual concessionário do Hotel, nas traseiras do palácio.
A recente aprovação pela Assembleia Municipal de Sintra de uma moção exigindo a reabertura do espaço público poderá ajudar a ultrapassar a questão, não obstante os supostos entraves técnicos que estão por demonstrar. Mantenhamo-nos atentos e reivindicativos. Sintra é dos e para os sintrenses.
Nestes termos vimos convoca-los para um encontro com a imprensa e associações culturais e cívicas de Sintra, e amantes da cultura em geral, no dia 18 de Junho de 2008 pelas 18.30h nos jardins da Quinta da Regaleira, em Sintra, onde um grupo de cidadãos empenhados na defesa do património sintrense fará o ponto da situação do movimento pela reabertura dos portões e serão dadas explicações sobre o assunto.
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16.06.2008  09:18
Sintra,Crónica dos dias:1934
Neste espaço,e de forma regular,procurarei dar conta dos factos sintrenses ocorridos desde 1934,na base de um ano por post,e tendo por fonte o Jornal de Sintra,nascido nesse ano sob a direcção de António Medina Junior e com Mário Reis como redactor principal.
O jornal era de periodicidade semanal,e o primeiro número saiu em 7 de Janeiro de 1934,para logo nesse mês dar nota do suícidio do Dr.Brandão de Vasconcelos,eminente médico ligado a Colares e á sua lavoura.Por essa altura era presidente da Câmara o Dr.Álvaro de Vasconcelos e Luis do Couto regedor de S.Martinho.Igualmente se dava conta que em 1933 o Palácio da Pena fora visitado por 56240 turistas que originaram proventos de 84.360$00,25% destinados á Misericordia de Sintra.
No número de Março noticia-se o regresso a Galamares de Guilherme Oram,administrador da casa Monserrate,depois de haver sido operado pelo Dr.Reinaldo dos Santos.
O grande tema do ano,por curiosidade,foi o projecto de ajardinamento de Seteais proposto pelo então proprietário,Conde de Sucena,o que levou a litros de tinta na imprensa em defesa do uso público do local em consonância com a carta de aforamento ao Marquês de Marialva de 1801(ontem como hoje...).Um ainda jovem Zé Alfredo,sob o nome Zé da Vila Velha perorava sobre o assunto,tendo mesmo escrito versos alusivos
Referências curiosas ainda ao facto de Raul e Fortunato de Carvalho serem nomeados banheiros da Praia Grande,ao facto de ser dado o nº205 ao telefone dos táxis de Sintra,e o assassinato de um preso na Colonia Penal do Linhó,morto e enfiado num forno de tijolo.
A vida cultural era marcada pelas récitas e bailes da Sociedade União Sintrense,Tuna Operária de Sintra,Os Aliados,o 1º Dezembro(mais conhecidos como os Papo-Secos) etc,numa cadência de vida rural e onde a acção da Adega Regional de Colares,de Alberto Tota,ou a Sintra Atlântico,de Camilo Farinhas,faziam a diferença num concelho rural e de economia de subsistência.
Por esta altura,ainda o Estado Novo se organizava,sendo mais marcante a sua actividade nos anos seguintes.

José Alfredo Costa Azevedo,em 1934
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15.06.2008  10:50
Ainda sobre a "raça"...
Nos anos do Estado Novo a Associação de Caridade de Sintra desenvolveu acção social junto das crianças pobres,promovendo idas á praia(designadas por banhos marítimos...) entre outras coisas,para apurar a raça.
(foto abaixo).Afinal há ou não há raça?
Refira-se que nesse sentido,José de Oliveira Boléo,escreveu em 1938:o "saloio"(esta nossa raça particular)mede em regra 1,64m,tem cor da iris escura,cabelo castanho escuro,liso ou ondulado,crâneo dolicocéfalo,nariz leptorrínico,de ponta fixa,acusando influência semita.Eis uma raça!
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14.06.2008  14:46
Sintra no Jornal de Sintra
A História de Sintra desde 1934 até aos nossos dias passa muito pelo prelo do Jornal de Sintra,fundado em 1934 por António Medina Júnior.Este blogue vai dedicar muitos dos seus próximos posts a dar conta da história de Sintra desde essa altura,quando o concelho só tinha 30.000 habitantes e o Estado Novo consolidava o seu poder,reflectido no modo com o exercício do poder autárquico era então exercido,em estreita ligação com a União Nacional e outros organismos do Estado corporativo.Fiquem atentos.



António Medina Júnior,fundador do Jornal de Sintra
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09.06.2008  18:05
Filomena Marona Beja
Filomena Marona Beja venceu o Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores de 2007 pela obra "A Cova do Lagarto", atribuído por unanimidade.O livro retrata o percurso de Duarte Pacheco, que foi ministro de Salazar nos anos 40.
O livro premiado, referiu o júri,foi escolhido por unanimidade, de entre os 117 romances e novelas editados em 2007 e apresentados a concurso, um número recorde nesta edição do prémio, com o valor de 15 mil euros.
A vida de Duarte Pacheco, ministro das Obras Públicas de Salazar, preenche as páginas de um livro sobre “um homem verdadeiramente brilhante que foi ministro de um ditador medíocre e teimoso”, segundo a escritora.
Mais de 20 anos de pesquisa de documentos originais moldaram a escrita de uma história colocada no papel entre Maio de 2005 e Outubro de 2006,
"A cova do lagarto", foi editado pela Sextante Editora, e sucede a "A Duração dos Crepúsculos" (2006), "A Sopa" (2004), "Betânia" (2000) e "As Cidadãs" (1998 ). Filomena Marona Beja completa 64 anos hoje e em nome da Alagamares os mais calorosos parabéns a uma escritora que igualmente reside no concelho de Sintra.
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