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05.02.2010  10:07
Eventos de Fevereiro
13 Fevereiro-18h Estúdio 2M em Mem Martins,(Centro Comercial da Bela Vista)encerramento da 4ª Oficina de Teatro da Alagamares, com apresentação de peça final, encenada pelo formador e encenador Rui Mário, do Teatro Tapafuros. Entrada Livre

20 Fevereiro-10h Sintra na Pena dos seus Escritores.Roteiro cultural dedicado à história de Sintra e sobretudo aos livros e escritores que sobre ela se debruçaram.2h de duração, com início junto à estátua do Soldado Desconhecido e final em Seteais.Leitura de textos pelo actor João Vicente.Grátis

Em Março:5º Aniversário da Alagamares; Concerto evocativo dos 200 anos do nascimento de Chopin;2º Encontro Literário; Workshop de Poesia no Dia da Árvore; Participação na campanha “Limpar Portugal”.Informações mais detalhadas a seu tempo.
Acompanhe tudo em www.alagamares.net


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03.02.2010  16:30
Coragem
Decorreu dia 2 um encontro promovido pela Alagamares visando, no contexto duma parceria com o Centro Mário Dionísio, divulgar a obra biográfica de Francisco Castro Rodrigues, arquitecto ligado às Azenhas do Mar, figura de antifascista e membro do MUD Juvenil nos anos 40, obra essa escrita por Eduarda Dionísio, e com comentários de Filomena Marona Beja, também presente.Das memórias desses anos de chumbo, da censura e das visões estreitas por onde andavam as nossas poucas liberdades,ressaltou uma lição de vida, um hino à coragem,vindo de quem aos 90 anos diz:rebelem-se! lutem! .Atitude e postura também demonstrada nessa sessão por Maria Almira Medina, que com a mesma idade quase falou com o fulgor e a entrega de alguém que só sabe viver lutando, desbravando, não se derrotando nunca.
Foi uma noite que teve algo de mágico, como se fossemos beber a poção fortificadora para as guerras da nossa modorra cultural, cívica, da anemia acomodatícia em que pantanosamente vamos vivendo.Foi daqueles que pensávamos talvez que se tivessem adomado ao sentido do dever cumprido que vimos irromper o convite e o desafio para ousar procurar aquele mais de azul que só nós podemos conquistar e que está jacente no nosso seio.
A sociedade portuguesa,neste clima deletério tem no seu seio forças e bandeiras que querem passar o mastro mas que ainda pungentemente o exibem como o decepado em batalha de Toro.Ontem respirou-se mais fundo e todos fomos dormir com um sorriso nos lábios.
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01.02.2010  13:02
Grammys 2010
Na cerimónia entrega dos Grammy 2010, Beyoncé brilhou mais alto com 6 estatuetas, no que considerou ter sido "noite realmente extraordinária", mas ficou um prémio muito especial por conquistar. O seu álbum "I Am... Sasha Fierce" perdeu a corrida para "Fearless", de Taylor Swift, que, aos 20 anos, leva para casa quatro troféus.
A pianista portuguesa Maria João Pires estava nomeada na categoria de melhor interpretação a solo de música clássica, com o duplo álbum lançado em 2008, com obras que Chopin compôs nos últimos anos de vida, mas o Grammy foi para "Journey To The New World", de Joan Baez & Mark O'Connor, interpretado por Sharon Isbin.Principais prémios

Melhor Single: "Use Somebody", Kings of Leon
Melhor Álbum: "Fearless", Taylor Swift
Melhor Canção: "Single Ladies (Put A Ring On it)", Beyoncé
Artista Revelação: Zac Brown Band
Melhor Álbum Pop: "The E.N.D.", The Black Eyed Peas
Melhor Voz Pop feminina: "Halo", Beyoncé
Melhor Voz Pop masculina: "Make It Mine", Jason Mraz
Melhor Álbum de Rock: "21st Century Breakdown", Green Day
Melhor Canção Rock: "Use Somebody", Kings of Leon
Melhor Álbum R&B: "BLACKsummers'night", Maxwell
Melhor Canção R&B: "Single Ladies (Put A Ring On It)", Beyoncé
Melhor Álbum Rap: "Relapse", Eminem
Melhor Canção Rap: "Run This Town", Jay-Z, Rihanna and Kanye West
Melhor Colaboração Rap: "Run This Town", Jay-Z, Rihanna and Kanye West
Melhor Álbum Country: "Fearless", Taylor Swift
Melhor Voz Country feminina: "White Horse", Taylor Swift
Melhor Voz Country masculina: "Sweet Thing", Keith Urban
Melhor Álbum Pop Latino: "Sin Frenos", La Quinta Estacion
Melhor Álbum Jazz Contemporâneo: "75", Joe Zawinul & The Zawinul Syndicate
Melhor Álbum Músca Clássica: "Mahler: Symphony No. 8; Adagio from Symphony No. 10"
Melhor Álbum Gospel Tradicional: "Oh Happy Day" various artists
Melhor Disco de Dança: "Poker Face", Lady Gaga
Melhor Álbum Dança Electrónica: "The Fame", Lady Gaga
Melhor Álbum Música Alternativa: "Wolfgang Amadeus Phoenix", Phoenix
Melhor Álbum Música do Mundo Tradicional: "Throw Down Your Heart: Tales From The Acoustic Planet, Vol. 3 - Africa Sessions", Bela Fleck.
Melhor Álbum Reggae: "Mind Control - Acoustic", Stephen Marley.
Aqui fica um clip de Single Ladies, por Beyoncé

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29.01.2010  11:35
A República em Sintra
Começam no próximo dia 31 e prolongam-se até ao fim do ano as comemorações do centenário da República.
O período da I República em Sintra seguiu as passadas do resto do país. Proclamada na Vila, no edifício onde hoje se situa a Junta de S.Martinho, foram 16 anos marcados pelo domínio do Partido Democrático - PRP- aqui e ali desafiados pela conservadora Lista Regional, nas freguesias rurais, que chegou a ganhar as eleições em 1922.
O primeiro presidente da Câmara depois de 5 de Outubro foi Fernando Formigal de Morais, filho do fundador da Escola do Morais, e era afecto ao Partido Democrático. Nas eleições de 1913 o centro mais afecto ao Partido Democrático era Colares, e à Lista Regional, Montelavar, onde se concentravam os industriais mais conservadores.
Até 1919 o PRP foi dominante, sendo as suas figuras de maior relevo José Bento Costa, José Simões e Torcato Pardal Monteiro, entre outros, destacando-se na Lista Regional Virgílio Horta maçon e pró-monárquico. e José Antunes dos Santos, conhecido capitalista que praticava a "compra" de votos em S.João das Lampas. Em 1925 estavam inscritos 2943 eleitores, dos quais 6O8 em Belas,355 em Colares e 364 em S.Martinho,
tendo sido presidente do Senado(hoje Assembleia Municipal) o candidato da Lista Esquerdista Ribeiro de Carvalho.
Depois do 28 de Maio muitas destas vozes foram silenciadas, tendo os afectos á Lista Regional transitado em grande parte para a União Nacional. Mas a partir daí as eleições deixaram de ser democráticas e o poder local esmoreceu. Relevo nesse período de 1910-26 para a actividade da loja maçónica Luz do Sol, de que era venerável o "médico dos pobres",Gregório de Almeida, e a que pertenceram Virgílio Horta e José Alfredo Costa Azevedo.
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27.01.2010  10:14
O OGE 2010 e a Cultura
Num cenário de contenção orçamental marcado pela necessidade de conter o défice em 3 anos(será?)as verbas para a Cultura crescem contudo 12,8%, alcançando 236,3 milhões de euros, mais 27 milhões que no ano transacto.Contudo longe do 1% ideal, quedando-se em 0,3% das despesas da Administração Central e o,1% do PIB.Fala-se de um programa do IGESPAR dedicado á Rede de Cidades e Mosteiros Portugueses Património da Humanidade 2009-2012.Contudo como de costume, as despesas correntes absorvem a maioria do "bolo".Só com o número emblemático de 1% se pode alcançar um patamar de (alguma) qualidade.
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17.01.2010  04:14
Os agentes culturais segundo José Gil
Respingamos algumas considerações sobre a produção cultural na análise lúcida de José Gil:
1) «Na sociedade portuguesa actual, o medo, a reverência, o respeito temeroso, a passividade perante as instituições não foram ainda quebrados por novas formas de expressão da liberdade (...) O Portugal democrático é ainda uma sociedade de medo, e é o medo que impede a crítica” (...) raros são aqueles que conhecem o pensamento livre.»

2) «Não há espaço público porque este está nas mãos de umas quantas pessoas cujo discurso não faz mais do que alimentar a inércia e o fechamento sobre si próprios da estrutura das relações de força que elas representam. Os lugares, tempos, dispositivos mediáticos e pessoas formam um pequeno sistema estático que trabalha afanosamente para a sua manutenção.»

3) «Se vamos a um espectáculo de um coreógrafo que vem a Portugal, gostamos de dança e descobrimos qualquer coisa de novo, uma parte daquele espectáculo deveria derrubar alguma coisa na nossa vida e mudar a nossa vida, descobrir espaços diferentes, maneiras de falar e de comunicar, etc. mas o que acontece é que tudo isso fica para dentro. Nós gostámos muito, tivemos mesmo em êxtase, mas ao sair do espectáculo voltamos para casa, gostámos, mas não acontece nada... O feed back nos jornais é geralmente uma crítica sempre descritiva porque tem-se medo de inscrever. Não se ousa criticar porque se tem medo (...) A arte é uma questão privada. Não entra na vida, não transforma as existências individuais.»

4) «A não-inscrição continua hoje. O que acontece no nosso país é sem consequência. Nada tem efeitos reais, transformadores, inovadores, que tragam intensidade à nossa vida colectiva. Nestas condições, como participar no aprofundamento da democracia ?»

- Quem melhor poderá contribuir para as necessárias e urgentes alterações políticas, sociais e culturais senão os próprios agentes culturais, na sua diversidade de interesses?

- E porque é que isso não tem acontecido de forma concreta, estruturante e vigorosa ?

- Estaremos já submersos num tal "síndrome do pânico", que perdemos a orientação e o sentido da "boa vida" urbana ?

- O que significa "autonomia" e "liberdade" cultural, hoje, aqui e agora?

- Somos súbditos domesticados e obedientes ou cidadãos livres?

- Estaremos realmente sob o efeito de biopolíticas e biopoderes cujo objectivo de governação é a «desactivação da acção» ?

- E se é verdade que a biopolítica actual está em estreita conexão com as "indústrias criativas" (trabalho imaterial, bens imateriais, ideias, formas de comunicação, relações humanas, precariedade laboral, etc...) estará a vida cultural, afectiva e espiritual reduzida à retórica oportunista e eleitoralista dos nossos actuais governantes ?

- .... classes criativas, cidades criativas, bla, bla, bla...sim sim, claro...mas como? Assim de repente como quem faz magia e copia modelos importados à pressa? E o resto, as condições de cultura? A democracia participativa? O alargamento dos públicos da cultura? A democracia cultural? Os serviços públicos de cultura? A efectiva democratização da cultura e da criatividade? etc...etc...sem saltos "quânticos", portanto!

- Qual é acção cultural pertinente e necessária nas circunstâncias actuais ?

- Como estimular a auto-organização e a acção colectiva em rede nos sistemas culturais urbanos, designadamente nas cidades de média dimensão?

- Devem as Câmaras Municipais (do alto do seu abusivo protagonismo) ser programadoras de eventos culturais ad-hoc? Ou antes pelo contrário assumir um papel de catalisadoras e facilitadoras dos processos criativos, artisticos e culturais promovidos pela sociedade cívil?"
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16.01.2010  19:16
Pecado Original com a Alagamares dia 17
No âmbito da Feira Biológica em S.Pedro, os Pecado Original estarão connosco pelas 16h para apresentarem canções do seu CD "A Estrada".Um clip de apresentação
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10.01.2010  03:37
Dor Fantasma, pelo teatromosca
Sugestão da Semana:Vá ao teatro, dias 15 e 16, na Casa de Teatro de Sintra, ver Dor Fantasma.Os ecos da Guerra Colonial numa visão distante e simultâneamente ainda muito presente na sociedade portuguesa.
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01.01.2010  14:44
Ano Europeu da Luta contra a Pobreza e a Exclusão Social
O ano que hoje começa é dedicado à luta contra a pobreza e a exclusão social.Numa Europa onde 17% são pobres, relembra-se que Portugal é o país da Europa onde o fosso entre ricos e pobres é maior.As 100 maiores fortunas portuguesas constituem 17% do PIB, 20 % dos mais ricos representam 45,9 % do rendimento nacional.Mas o facto é que:

-1 em cada 5 portugueses vive no limiar da pobreza (21% da população total)

-12.4% da população activa ganha o salário mínimo nacional

-9,2 % da população activa está desempregada

-26,3% dos reformados recebe menos de 200€/mês de reforma*

-79,4% da população activa não terminou o ensino secundário*

-45,5% da população, em idade escolar, abandona de forma precoce a escola*

-a taxa de analfabetismo, em 2001, era 9,0% da população*

-300 mil famílias (8% da população) viviam, em 2001, em habitações sem condições mínimas


Razões mais que suficientes para ir além da mera efeméride e fazer deste ano- e de todos sem excepção- anos de luta contra a pobreza.
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30.12.2009  09:53
Hot Clube-Que Futuro?
A notícia surgiu em todos os órgãos informativos em vésperas de Natal. Um dos mais antigos clubes de música da Europa, um dos ícones mais emblemáticos da vida cultural lisboeta (e portuguesa) havia ficado desalojado devido a um incêndio. As próprias circunstâncias do ocorrido não são novas: num prédio “a cair de maduro” propriedade da Câmara de Lisboa deflagra um incêndio num dos últimos pisos e após intervenção dos bombeiros tudo o resto fica inutilizado.
Rapidamente vêm a memória de todos as questões habituais da preservação dos imóveis propriedades das autarquias, as propostas recusadas pelos executivos camarários provenientes de privados no sentido de realizar parcerias para reabilitar esse mesmo património que as Câmaras descuidam ou em síntese o desleixo com que são tratadas as coisas públicas.
Afectada que foi uma Instituição de referência com mais de 60 anos, esta situação concreta logo ganha um acrescido impacto mediático e estando a população “escaldada” por situações semelhantes no passado, rapidamente se organizam por todo o lado manifestações públicas de opinião suportadas pela desconfiança do “temporariamente encerrado”.
A pergunta impõe-se: E o futuro?
Para além do óbvio regresso ao local original é necessário assegurar o curto prazo e com isso a programação já agendada, situação que se encontra por desbloquear.
Além também da tal pergunta óbvia outras surgem intrinsecamente relacionadas:
Terão os responsáveis autárquicos sensibilidade (ou inteligência) suficiente para perceber o verdadeiro significado daquela Instituição?
Terão eles capacidade para considerar o trabalho de uma vida levado a cabo por diversas pessoas?
Servirá o ocorrido ao Hot Clube para prevenir situações futuras semelhantes?
Aguardam-se as cenas dos próximos capítulos…
Ricardo Duarte

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