Passam hoje 26 anos do desaparecimento de Adriano Correia de Oliveira.Em tempo de evocação do Maio de 68,a memória desses anos de chumbo em que sonhar era proíbido e um país tristonho se consumia nas picadas de Africa ou no salto para França.Tempos hoje em que de novo há que perguntar ao vento novas deste país adormecido à sombra de novo do futebol e de Fátima e onde poucas causas colectivas abanam o marasmo geral embora tecnológicamente mais artilhado,para muitos sinal errático de moderno.
Sem nostalgia mas como bálsamo,recordemos Adriano
Para quem não consegue visitar o interior dum dos espaços lúdicos e cenário exuberante desta nossa Sintra,um pequeno filme que mais deixa a vontade de em breve voltar a ver o que a todos pertence.
Em três dias a Alagamares levou a efeito 3 eventos,com 3 parcerias diferentes.
Dia 9,na Casa Mantero,Sintra,o Teatromosca apresentou a sua construção teatral IGNARA.Sala cheia,espectáculo de reflexão,sobretudo quando temas como a guerra colonial são abordados por jovens que a não viveram e a memória próxima estará na escala dos avós.Parabéna ao Filipe Araújo,Paulo Reis e Susana Gaspar
Sábado,com a Associação de Defesa dos Interesses de Monsaraz(ADIM)visita àquela vila alentejana.Menires,castelos,planície e o espelho de água do Alqueva em fundo.E a visita á Aldeia da Luz.
Hoje,com a SETA,visita botânica da Pena,orientada por Louro Alves,seu presidente e especialista na temática.
Ninguém pára a Alagamares!Mais colaboradores são precisos.Alguém por aí quer vir engrossar esta causa?
Onde está o Obelix?...Foto de Carlos Aguiar em Monsaraz
Um estudo recente deixa ficar Portugal no ranking da democraticidade-a todos os níveis-no fim da tabela.Em participação em associações cívicas ou outras estamos em 14º em 27(e se calhar contando com os clubes de futebol e de columbofilia...) e no geral em 21º do estudo.Um país assim ensandece,e mais cedo ou mais tarde cai de novo no canto das sereias que reclamam uma chefia forte e proclame os malefícios do debate e participação(já estivemos mais longe...).
Democracia não pode ser só formal.Depois não se queixem!O medo de ser livre provoca o orgulho de ser escravo.
Foi precisamente há 40 anos que se iniciou o período de contestação estudantil e social conhecido como Maio de 68.Existia todo um mal-estar profundo no seio dos estudantes franceses, iniciado em Março com algumas agitações. O detonador da crise apareceu em Nanterre,onde depois de repetidos incidentes, entre os quais a ocupação pelos estudantes, a Faculdade foi fechada a 2 de Maio. Grupos de esquerda, revoltados "contra a sociedade de consumo", o ensino tradicional e a insuficiência de saídas profissionais, decidem opor-se pela "contestação permanente". Inicia-se aí o movimento dirigido por Daniel Cohn-Bendit. Os estudantes ocupam, depois, a Universidade da Sorbonne - encerrada pelas autoridades a 3 de Maio -, sofrendo uma dura intervenção policial. Geram-se tumultos e focos de tensão, com as primeiras barricadas nas ruas - nomeadamente no Quartier Latin (confrontos de que resultam 805 feridos, entre os quais 345 polícias) -, entrando-se num ciclo de provocação e repressão. A 9 de Maio, contra esta tendência, dá-se, no Boulevard St. Michel, uma manifestação pacífica. No dia seguinte, regressa a violência, com a famosa "noite das barricadas", carros em chamas, agitação na Sorbonne. Segue-se uma gigantesca manifestação estudantil em Paris, a 13 de Maio, com cerca de 600 000 estudantes.
O conflito alarga-se, porém, ao sector social, com manifestações sindicais nesse mesmo dia, acompanhadas de greves que paralisaram mais de 10 milhões de trabalhadores em França. Apesar do envolvimento da classe operária, o Partido Comunista Francês e a CGT (Confederação Geral do Trabalho) adoptam uma posição calculista, classificando as revoltas estudantis e a greve geral como "aventurismo" e concentrando-se apenas em reivindicações profissionais e laborais, em contraponto às exigências de reformas estruturais dos estudantes (maoistas, anarquistas, trotskistas...). Entretanto, o primeiro-ministro Georges Pompidou reabre a Sorbonne a 14 de Maio, dizendo que era "proibido proibir". A Renault entra também em greve. Esta pressão laboral conduzirá aos acordos de Grenelle, a 25-27 de Maio, nos quais a classe patronal garantirá um aumento de 10% dos salários e de 35% do salário mínimo. Os sindicatos aceitam, mas as suas bases operárias mantêm a greve. Apesar deste primeiro passo para a paz social, o presidente Charles de Gaulle considera a situação incontrolável, propondo um referendo. Não é, porém, escutado e ao mesmo tempo dão-se distúrbios nas ruas. A crise torna-se cada vez mais política, inquietando-se os ministros com a possibilidade de ruptura e queda do Governo, perante rumores da formação de um Executivo provisório, de crise. Em 24 de Maio, de Gaulle dissolvia a Assembleia.
Entretanto, ninguém sabe de de Gaulle, acreditando mesmo Pompidou que o regime estava a chegar ao fim. Porém, numa alocução ao país via rádio a 30 de Maio - como nos tempos da guerra, encorajando os compatriotas -, de Gaulle apela à ordem e anuncia eleições legislativas para Junho. No mesmo dia, junto ao Arco do Triunfo, os gaullistas organizam uma manifestação de apoio ao regime. A propósito do comunicado de de Gaulle à nação, diz Jean Lacoutoure: "Antes das 16h 30, estava-se em Cuba; depois das 16h 35 estava-se quase na Restauração". Depois de uma situação que tendia para a anarquia e para uma via socialista, consegue-se recuperar o caminho da democracia e evitar uma agudização dos factos. Apesar dos protestos da esquerda e de alguma violência, a França votará. A 16 de Junho, durante os distúrbios no Quartier Latin, morre Gilles Tautin, de 17 anos. É o fim da crise estudantil: a situação política, essa, continuará agitada.
Depois de umas curtas férias estou de volta.Neste Maio com muitos eventos da Alagamares.Vamos ao teatro.Vamos a Monsaraz.Voltamos á Pena.Estamos na Feira Alternativa.E sobretudo evocações neste espaço daquele Maio de há 40 anos.Em Paris onde fomos razoáveis e desejámos o impossível,em Praga na Primavera, na morte do segundo Kennedy.Há cheiro a Primavera!
A Alagamares-Associação Cultural vem juntar-se aos muitos munícipes e visitantes de Seteais que se deparam com o acesso aos jardins e miradouro encerrado pugnando por uma solução intermédia que não prive por tempo indeterminado os visitantes duma das mais belas vistas do Delicious Eden.
É sabido que o Hotel foi para obras por cerca de 1 ano.Contudo,e dentro dum critério de segurança e não perturbação,afigura-se poder ser criado um percurso que sem colidir com as obras não tire aos muitos visitantes de Sintra o panorama ímpar da vista quer para o palácio quer para a várzea,num dos enquadramentos mais conhecidos e mais belos de Sintra.Algo que se afigura a Parques de Sintra,orgão de tutela de acordo com a recente recomposição da PSML pode supervisionar e acertar com o Grupo Espirito Santo,concessionário do Hotel.
Nesse sentido pedimos que contactem a Presidência da Câmara Municipal de Sintra presidencia@cm-sintra.pt e o Gabinete do Vereador da Cultura gabver.lpatricio@cm-sintra.pt solicitando esclarecimentos acerca do encerramento dos jardins públicos de Seteais, na sequência da controversa atitude do Grupo Espírito Santo há cerca de três meses.
Aquele é um terreiro de acesso público. O Grupo Espírito Santo, que inclui a rede de hotéis Tivoli, é apenas concessionário do palácio. Urge repor a legalidade. Muitos dos nossos antepassados sintrenses lutaram durante dois séculos para que permaneça franco o acesso. As obras em curso, com as devidas medidas de segurança, são perfeitamente compatíveis com a continuidade das visitas.
Relembramos as palavras de Emília Reis no blogue de João CachadoSintra do Avessohttp://sintradoavesso.blogspot.com/:
Existe um passado histórico deste local que José Alfredo da Costa Azevedo nas Velharias de Sintra tão bem recorda que devemos exigir seja respeitado. Escreve ele que, já em acta de reunião de câmara de 9 de Agosto de 1800 pode ler-se : “Povo de Cintra não consentais que se feixe o campo de Senteais”.
Como achega, lembro ainda que, discretamente, aquando de algumas obras efectuadas no princípio dos anos noventa, o acesso ao espaço onde se situa o chamado “Penedo da Saudade” situado nas traseiras do palácio e de onde podia contemplar-se a soberba paisagem que dali se disfruta, TAMBÉM DO DOMÍNIO PUBLICO TAL COMO O CAMPO, foi fechado com portão e grades. Hoje, os visitantes, para para poderem faze-lo teem que subir, à vez, a um acanhado banco de pedra que ali não está para esse efeito.
Num nível inferior, o edifício circular, outrora o pombal, contemporaneo do palácio, ficou na mesma ocasião sem o telhado que, até hoje, não voltou a ser reposto.
Existe em Sintra logo a seguir ao hotel Lawrence uma quinta,dita dos Pisões, em frente à Fonte do mesmo nome,que poderíamos considerar como amaldiçoada dado o destino dos seus proprietários.
Até 1758 pertenceu a D.José de Mascarenhas,Duque de Aveiro e um dos conspiradores contra D.José,tendo juntamente com os Távoras,seus parentes,sido supliciado e a casa revertido para a Coroa.
Já em 1828,sendo seu proprietário o capitão-mor de Sintra Máximo José dos Reis,dois dos filhos que consigo aí viviam tiveram destinos trágicos.O filho mais velho,suicidou-se num tanque.O mais novo, estudante em Coimbra, entrou num atentado promovido por um grupo liberal chamado os "Divo dignos"contra uma diligência que trazia a Lisboa professores daquela cidade para um beija mão a D.Miguel,de que resultaram mortos e a prisão do mesmo,Domingos Joaquim de seu nome.
Consta que preso e tendo pedido ajuda a seu pai, o mesmo recusou achando que o filho deveria pgar pelos seus actos,o que terá motivado uma maldição do filho contra a família e o seu património.
Lenda ou coincidência, o certo é que morto o último capitão mor de Sintra em 1849,a Quinta por falta de descendentes directos acabou na posse dum William Galway que morreu internado num manicómio nos Estados Unidos.Um filho deste acabou por vender os Pisões que assim foram parar a estrangeiros e fora da família.
Esta uma história que dava um belo filme...Coisas de Sintra!
Por ocasião de mais um dia da Terra,criado em 1970 por um senador americano,fazemo-nos eco dos" pecados "nacionais em matéria de ambiente e ordenamento,conforme elencados pela Quercus: 1- Plano Nacional de Desenvolvimento Sustentável - no esquecimento
Oito meses após a realização da Cimeira das Nações Unidas sobre Ambiente e Desenvolvimento em Joanesburgo, continua-se sem notícias do prometido Plano Nacional de Desenvolvimento Sustentável. 2. Ordenamento do Território – remodelação do financiamento às autarquias.É fundamental uma nova Lei de Finanças Locais, onde uma componente ambiental ganhe uma forte ponderação, de modo a permitir que autarquias que tenham áreas com fortes limitações à construção e com importantes valores naturais e paisagísticos sejam claramente favorecidas, em detrimento de um critério que não se baseie essencialmente o número de habitantes e a área ocupada. 3. Energia – Portugal aumenta drasticamente a sua intensidade energética. Estamos a consumir muito mais energia face ao desenvolvimento económico que apresentamos. 4. Transportes –maior gasto energético, mais emissões, mais congestionamento, mais ruído. No que respeita às grandes cidades, o tráfego rodoviário surge como a principal actividade responsável pelo agravamento da situação. Portugal é um dos cinco países que caminha para uma maior insustentabilidade na área dos transportes. A par da Bélgica, Espanha, Grécia, Itália, o volume de passageiros e de carga em relação ao PIB, aumentou na década de 90, em vez de diminuir, o que mostra uma maior ineficiência no transporte de pessoas e bens. Portugal está a meio da tabela no que respeita à utilização do automóvel privado por comparação com outros países europeus, mas é o quarto com maior peso no transporte de mercadorias por via rodoviária. 5. Recursos hídricos – 3 100 000 000 000 litros de água desperdiçados anualmente em Portugal. Um dos mais importantes instrumentos para a poupança da água está na gaveta - o Programa Nacional para o Uso Eficiente da Água. Este programa descreve detalhadamente 87 medidas, das quais 50 destinam-se ao sector urbano, 23 ao sector agrícola e 14 ao sector industrial, sendo que várias das medidas do sector urbano se aplicam também ao sector industrial. Os maiores desperdícios de água verificam-se na agricultura - 2 750 milhões de metros cúbicos (88% do total de perdas), sendo o abastecimento para consumo humano e a indústria responsáveis respectivamente por 8% e 4% das restantes perdas. 6. Conservação da Natureza – Rede Natura sem ordenamento, atrasos no ordenamento dos Parques Naturais. Continuamos com atrasos na realização e implementação de Planos de Ordenamento do Território para a grande maioria das nossas áreas protegidas, a que se acrescenta a necessidade de ordenar as novas áreas agora incluídas na Rede Natura 2000. 7. Resíduos – reutiliza-se menos, recicla-se apenas um pouco mais, e quer-se incinerar muito mais.A reutilização das embalagens (embalagens com tara de retorno), depois de medidas legislativas tomadas no final da década de 90, deixou de fazer parte das prioridades de gestão de resíduos e é cada vez menor. A reciclagem de resíduos urbanos está longe do desejável e daquilo que seria possível fazer. A queima de resíduos, uma solução de fim de linha, é afinal a solução que infelizmente se preconiza. Quando o desejável seria a promoção da transformação da matéria fermentável (quase 50% dos resíduos urbanos) em composto agrícola, com ou sem aproveitamento energético, a quantidade de resíduos per capita não pára de aumentar, a reciclagem é de apenas alguns pontos percentuais do total de resíduos e a solução simplista que se quer desenvolver é a incineração, com instalações previstas para a Região Centro e S. Miguel nos Açores, o início de funcionamento da instalação da Madeira, para além eventual da expansão das unidades existentes em Lisboa e Porto.
Fonte:Quercus
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